A Era dos Talentos (Segunda parte)
Acredito e você pode acreditar também que algumas pessoas possam ser donas de talentos sem os identificar pela simples razão de que foram educadas para receber ao invés de dar. Aquele ser que possua uma boa e constante leitura e que tenha vivido alguns anos em constante observação terá tido a oportunidade de ver “nascer” em pessoas talentos que já jamais eram esperados. É o que se poderia chamar de talentos tardios? Não! Talentos não revelados pela triste maneira como somos educados. Infelizmente somos educados para obedecer, trabalhar e esperar a morte para ser feliz.
Felizmente em algumas instituições despertaram os caçadores de talentos e eles não se destinam apenas às passarelas da moda, aos palcos de teatro, tevê ou show. Estamos oficialmente atrás de talentos nas artes, sim, mas também em todas as demais funções que o ser humano seja chamado a exercer.
Na postagem passada, damos um toque na existência do Método Maksuri e agora você vai saber o que faz este método. O método Maksuri é composto por diversas ferramentas para identificar, organizar, alinhar e maximizar os talentos inatos das pessoas e organizações. A primeira consiste em um mapeamento on-line, um aplicativo na internet que através de quatro questionários apresenta o perfil da pessoa em gráficos e textos, com seus talentos, competências, profissões, especialidades, cargos e funções em que pode se destacar mais. Este mapeamento é único no mercado, pois os existentes em geral são superficiais. Alguns se baseiam em testes obsoletos ou fazem perguntas de respostas tipo “sim” ou “não”. Outros identificam as competências sem levar em conta os talentos inatos que a pessoa traz. Lógico que são melhores do que aqueles que apenas consideram o currículo. A avaliação por competências, por exemplo, é um excelente método. Mas para obtermos os melhores resultados precisamos ir além dos conhecimentos e comportamentos. Devemos adentrar o essencial de cada pessoa: seus talentos naturais e sua visão de futuro. Disso trata a Gestão de Talentos.
Um assunto tão importante quanto este precisa de um estudo profundo da natureza de cada pessoa, seja adolescente, adulto ou de terceira idade. Por isso, complementando o mapeamento on-line, o método dispõe de consultoria individual e treinamentos. A consultoria inclui entrevistas, dinâmicas, pesquisas de campo, planejamento de vida e supervisão de metas. Os treinamentos aplicam dinâmicas de grupo para aprofundar os relacionamentos interpessoais, superar desafios e conquistar metas através da sinergia dos talentos da equipe.
Este método tem apoiado centenas de pessoas no Brasil e em outros países, com muito sucesso. Nas empresas o método é usado para formar o verdadeiro Banco de Talentos, termo que tem sido erroneamente utilizado em casos em que o correto seria dizer “Banco de Currículos” ou “Banco de Competências”. O Banco de Talentos permite ver a realidade do potencial humano da empresa e criar as estratégias para aproveitá-lo ao máximo.
Antecipando o futuro, Mau ro Press afirma que chegará o tempo em que os pais e professores saberão identificar os talentos das crianças e adolescentes e orientá-los construtivamente para o seu florescimento. As universidades darão uma preparação individualizada e as empresas serão formadas por líderes e colaboradores talentosos, felizes e prósperos.
E agrega: “É lógico que para ter sucesso não basta ter o talento. É preciso lapidar esse diamante e fazê-lo brilhar, o que exige definir aonde se quer chegar (uma visão apaixonada), ter disciplina, um plano estratégico, contatos certos, o apoio de um líder e uma equipe, e persistir até conseguir”.
“Tudo depende de começarmos agora, não depois, e por nós mesmos. Um diretor ou gerente não conseguirá transformação em seus colaboradores se não for exemplo do que diz. Coerência está na ordem do dia. Antigas tribos indígenas alcançaram grande desenvolvimento graças ao modo como geriam seus talentos. Para criar o método Maksuri investiguei tanto as técnicas modernas quantos as ancestrais”, conclui Mau ro.
Para finalizar esta série não poderia faltar uma palavra às nossas pobres escolas de primeiro, segundo e terceiro graus: o método de nivelar todo mundo dentro de um gabarito pobremente elaborado é a maneira mais genial de praticar o homicídio aos talentos. Tantos mestres educadores já deixaram sua marca nos métodos educacionais e a cada dia as nossas escolas vão ficando mais pobres e empobrecendo com elas o intelecto e a alma de nossos jovens e adultos. Que pena!
Fim da série.
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