domingo, 14 de outubro de 2012

Mistérios da Existência (II)


Evidências

A ciência ocidental caminhou sobre a Bíblia até que se desentendeu com o Papa e só a partir disso virou-se contra o saber religioso.
Porém, continuamos a esperar da ciência que ela nos dê uma derradeira função para o corpo humano, já que, como matéria e energia, ele sucumbirá à sepultura e dele nada mais restará. Triste fim para uma criatura tão estúpida e tão inteligente.
Por esta sua concepção, a da ciência, a inteligência terá nascido da matéria ou da energia ou da combinação das duas, segundo este pensar pequeno.
Isso não existe.
Como não existe acaso inteligente.
Se aceitarmos conclusivamente a não participação de uma inteligência superior no processo de surgimento do cosmo, temos de admitir (e provar, evidentemente) que a inteligência é um modo de ação de certas propriedades da matéria organizada e também admitir que no momento da morte tudo volta ao nada.
Pediríamos aos novos profetas da atual escritura sagrada ou profana, que digam-nos: “a matéria organizada, viva, depois de atingir, como matéria, o seu mais alto grau evolutivo de complexidade, é subitamente arrastada para dentro de um buraco negro e retorna ao estado inorgânico do qual partiu”. É isso? Não existe um programa prévio que permita a esta mesma matéria se reorganizar, reviver, atingir novamente o seu mais alto grau evolutivo de complexidade? Se sim, pode isso ser creditado ao acaso?
Ora, senhores da ciência materialista, aqui há um paralelismo a ser explicado e envolve, justamente, os senhores agnósticos e ateus e os opositores da Teoria da Evolução, freqüentadores dos templos evangélicos e cristãos de várias correntes: “tudo se acabará”. O Universo também.
O Criador, dizem uns, que tudo criou, dará fim a tudo. O acaso cósmico, dizem outros, chegará ao fim.
A noção de eternidade para o segmento da vida que não se decompõe estará comprometida. A justificativa para que Deus possa existir, não se sustentará.
O que é Deus, só Ele sabe. Nós é que não sabemos tudo de nós. Trata-se, sim, de tornar mais penosa a compreensão da vida para que não sejamos irresponsáveis e simplórios para com ela.
Queremos resgatar trechinhos da escritura sagrada que nos legaram os profetas antigos através da Gênese Bíblica para não cometer arrogância com relação ao que eles sabiam: “o Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra”, sentença que serve para argumentar, à luz do último boletim científico, que efetivamente o corpo humano nada mais contém que não esteja também presente na natureza que, para o profeta, era a Terra.
Nota 10 para o profeta.
Mais um trechinho da mesma escritura sagrada: “e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente”. Com este segundo trechinho queremos argumentar, enfim, o que anda faltando à ciência positivista. Sem nenhuma divergência, os cientistas concluem que matéria e energia são uma coisa só em diferentes estados.
Lembremos: (1) matéria como energia condensada, reduzida, desacelerada, podendo ser encontrada nos estados conhecidos: sólido, líquido, gasoso e suas quase infinitas combinações; (2) e energia nas suas características que já conhecemos: luz, movimento, calor, magnetismo, eletricidade, eletromagnetismo, radiofreqüência, etc.
Se só isso for o homem, a sepultura sempre será sua última morada e toda a sua capacidade, ao morrer, estará sendo dissolvida, perdida ou reciclada, nunca como um conjunto de memórias, sabedoria, inteligência, criatividade, inventividade, vontade. E junto com cada ser humano, morrerá trechos do saber universal.
Até a arrogância científica se perderá.
O profeta, que não conhecia a Evolução, conhecia algo que a ciência não quer conhecer: o sopro de vida.
A matéria sozinha não se anima e nem sequer adquire temperatura em torno de 36ºC, que deve ser a nossa temperatura agora, se não estivermos doentes.
Mas, energia não pensa, não sonha, não imagina e, ironicamente, não se faz arrogante.
Eis aí o sopro de vida, aquela outorga que quando retirada do corpo o corpo esfria, o coração pára de bater, o cérebro pára de processar os comandos a ele enviados.
O sopro da vida está pedindo para ser incluído como coisa viva nos estudos científicos do homem.

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