Conceituações
Antes de responder, diretamente, a pergunta-título da série, é necessário conceituar: o que seja TALENTO: grande e brilhante inteligência, espírito ilustrado e inteligente, grande capacidade; o que seria a INTELIGÊNCIA? Faculdade de entender, abstrair, pensar, raciocinar e interpretar com facilidade e compreensão; conhecimento profundo; o que seria FACULDADE? Poder de efetuar uma ação física ou mental, função inerente ao espírito; o que seria PENSAMENTO? Ato do espírito ou operação da inteligência, da imaginação; o que seria IMAGINAÇÃO? Ação do imã, imantação, criação de um conteúdo fora do mundo material.
Depois dessas conceituações, podemos concluir que o talento é um poder que emana do espírito e se manifesta através da inteligência via mente. Mas, é pouco.
Então vamos aprofundar.
Dentre todos os seres humanos existem os superdotados, também chamados de virtuoses, prodígios e também definidos como portadores de manifestações do mundo espiritual, sobre-humano e noutras vezes deles se diz possuírem presença de espírito.
Essas criaturas-gênios se manifestam na música, no canto, na matemática, nas ciências, na capacidade de memória e em outros setores das artes, esportes e outras genialidades. Ao se submeterem a testes, fica evidente que não aprenderam aquilo que fazem com maestria acima da explicação racional. Se não aprenderam, trata-se, pois, de algo inato, um dom.
E o dom, o que seria? Apesar das variantes aplicáveis a partir desta palavra, o dom a que nos estamos referindo é “a dádiva divina” que se faz presente em algumas pessoas, novamente remetendo ao discernimento de que está fora do aprendizado obtido no mundo manipulado pelas pessoas.
Como interpretar um processo destes senão através da reencarnação, ou seja, de vidas passadas ou de algo que permita à mente atual trazer à tona arquivos, sabedorias, capacidades, que não foram desenvolvidas nesta vida? Seriam conteúdos de outra mente ou de outro tempo que reunindo aquelas experiências ou que tenha desenvolvido aquele aprendizado?
A história está repleta de talentosos prodígios de difícil explicação se não for possível recorrer à teoria de vidas passadas, pois, do contrário, teríamos de enveredar pela seara do milagre, da sorte, do destino, da intervenção direta de Deus na mente de algumas pessoas. Nada demais senão se retirasse do talentoso todo o seu mérito intrínseco. Por este último raciocínio, o talentoso não teria mérito algum, pois seria o preposto de um poder que lhe outorga o talento que gera o mérito.
O que se propõe é que não se retire a presença de Deus, que é o geômetra de tudo, inclusive, evidentemente, dos espíritos e da permissão para que eles executem experiências na carne ou fora dela, algo que cientificamente explica a sua ação no mundo material. Sem o concurso de uma mente e corpo material, o espírito não teria como atuar no mundo material. Certo? Se isso é correto, os prodígios ou são Deus atuando nos homens ou são fragmentos divinos (espíritos) atuando na matéria, com maior ou com menor experiência e capacidade inata de fazer isto ou aquilo de forma mais ou menos assombrosa segundo capacidades adquiridas em outras experiências. Ao usar a expressão assombro, estamos de volta ao tema que envolve o que fica acima da capacidade humana de explicar, por isso o assombro, coisa das almas, do mundo encantado onde a mente humana parece não alcançar. E, de fato, ainda não alcança, não foi treinada, foi embotada para não alcançar tanto. Mas já avança rapidamente para isso. Este comentário e sua aceitação sem escândalos, é uma prova disso.
Bem-vindos os virtuoses, os prodígios. O mundo está carente deles.
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