sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Androginia - do passado aos tempos atuais (VIII)


Amor, o cardápio deste século

O século XXI está reservado para a vitória da doutrina original de Cristo e, por isso, será o Século do Amor. Amplamente do amor. Todo este sufoco impactado pelo desamor é a sua despedida. A asfixia leva o asfixiado a buscar uma saída para o oxigênio antes de entregar-se. A humanidade, principalmente aqueles bolsões alcançados pelo desamor começará a recuar quando os governos decidiram atacar as suas causas e quando a polícia deixar de justificar-se por suas ações repressivas e passar a atuar preventivamente.
Há muitas definições para o amor e também muitos sobrenomes para ele. Amor à primeira vista, amor carnal, caridade, amor físico, amor universal, amor fraterno, paixão, fazer amor, dar amor, amor platônico, etc.
Costuma-se apresentar o amor como um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem do outro ou de alguma coisa; como sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa ou causa; devoção, culto, adoração, inclinação ditada por laços de família; inclinação forte por pessoa de outro ou do mesmo sexo e geralmente de caráter sexual, e também afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura.
Mitologicamente, o amor é apresentado como Cupido.
O amor não é teoria. É ativo, caloroso, positivo, atuante, vivo, vivificante, doador, voltado para a construção.  
O oposto do amor, ao contrário do que se costuma pensar, não é o ódio, é a estagnação. A estagnação é passiva, fria, negativa, estática, morta, mórbida. O ódio é a ofensa, a ferida do amor e como tal também ativo, caloroso, positivo, atuante, vivo, vivificante na destruição, doador na negatividade, voltado para a destruição.
Dificilmente se percebe o amor e o ódio sem a palavra, sem a ação. Logo, esses dois sentimentos, na maior das vezes, não são teóricos, são práticos. E quando apenas teóricos, os seus resultados ficam aprisionados no íntimo da pessoa e as conseqüências são, todas, de quem os aprisiona.
Distribuído por uma gama de formas e conceituações, o amor, sem nenhuma dúvida, está na natureza. Qualquer observador que deseje testar a razão de ser da água, da terra, do ar, do fogo, dos vegetais, dos animais, peixes e aves e de toda a infinidade de vida que conhecemos, terá como resposta tratar-se de algo amoroso, extremamente amoroso a ponto de os integrantes das numerosas cadeias alimentares cederem parte de si próprios ou seu todo para compor o equilíbrio e evitar que parte do todo sofra solução de continuidade. Há quem relacione no gesto extremo de Jesus Cristo uma repetição do que assistimos todos os dias, na natureza, bem à frente de nossos olhos. Por amor.
De forma idêntica a tudo mais que compõe a vida, os humanos se apresentam na natureza tendo o amor por princípio e o bem por objetivo. O desamor e o mal lhes são ensinados. Teoricamente não nascemos maldosos, somos induzidos ao mal.
Assim como pai e mãe joão-de-barro constroem juntos um lar, fecundam e desabrocham a vida e percorrem as redondezas em busca de minhocas e insetos para depositar no bico dos filhotes, e os aquecem durante o crescimento, pai e mãe humanos desde os primórdios de suas vidas demonstram esses e outros cuidados entre si e para com a prole. Alguém sempre poderá afirmar que se trata do instinto de preservação. Sim, é isso. Mas, por amor, não por desamor, nem por maldade.
“Para o homem primitivo, para a sobrevivência da espécie, foram importantes dois aspectos do relacionamento com o sexo oposto: o primeiro foi manter os homens e as mulheres atraídos um pelo outro tempo bastante para fazerem sexo e reproduzirem; o segundo, foi tornar os homens tão fortemente ligados às mulheres que ficassem por perto enquanto elas criassem os filhos ajudando-as a arranjar alimentos, encontrar abrigo, expulsar os predadores, saqueadores, e ensinando às crianças algumas habilidades” (LEIBOWITZ, 1983). Sem isso, esta espécie, como 97% das outras que havia no planeta, teria sido extinta.

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