quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A bem da Verdade (I)


Consciência e Verdade à Luz da Espiritualidade

É impossível falar de Profecias Para Um Novo Tempo sem entrar pelas portas estreitas do discernimento, das escolhas, do olhar no olho e, se possível, credenciar os conteúdos construídos como dádivas de uma grande academia aberta, na mais ampla acepção, a permitir e a incentivar seus discípulos à busca da verdade última sem fronteiras, sem dogmas: a academia da vida. O resultado disso é conhecido: a geração de conhecimentos ancorados na multidiversidade de fontes, de sorte a não se tornarem apenas teses, mas em sínteses. A síntese de uma vida, a verdade final de uma vida.

É a pretensiosa proposta desta série levar você a um efetivo estudo elaborado com a concepção de oferecer-se para sustentação de uma construção intelectual, servir de arcabouço a um entendimento discernido sobre Consciência e Verdade e, se assim for, obter como resposta algum acréscimo de luzes e avanços humanos em busca da sonhada progressiva perfeição. Pode parecer ousado, mas é, de fato, uma ousadia. O êxito pertence aos ousados, aos despojados, aos não acomodados. Se a acomodação tivesse vencido você jamais teria encontrado a outra metade da sementinha que germinou no ventre da mamãe.

Todo conhecimento não aplicável é inútil. E pode até ser prejudicial. Quando não contribui para a evolução humana e expõe seu portador a marcantes resquícios de arrogância e soberba, com muita probabilidade de vaidade e orgulho, naquilo que vaidade e orgulho têm de mais perverso, o conhecimento é a anulação das virtudes mais buscadas pelo espiritualista, ao dificultar a edificação humana qualitativamente comprometida com seu tempo e lugar. E mais: empanturrado pelo conhecimento inútil o ser humano se distancia do compromisso com a vida; do ponto de vista espiritual estará cada vez mais distante de um bem sucedido retorno à vida.

Conhecimento útil é expansão de consciência. Sabedoria é a aplicabilidade do conhecimento. Conhecimento e/ou experiência transformados em Sabedoria é o que se deve entender por Verdade. Verdade possível. Verdade útil. A nossa própria Verdade. A maior Verdade ao nosso alcance é a Vida. Essa é a maior e melhor comprovada Verdade: a Vida.

O que deve fazer o homem, o que deve fazer a mulher, comprometidos com seu tempo e lugar? Cremos seja a aplicação de sua sabedoria na evolução de si mesmo e do seu mundo, a fim de que as leis universais não sofram de má interpretação e não sejam mal aplicadas na construção do Edifício Pessoal, Familiar, Coletivo, Global, Universal proposto pelo Grande Cientista e Legislador Maior, ou se preferirem, como já citamos em postagens anteriores, na pintura da Grande Tela, soma de nossas Consciências.

Também não se pode perder a chance de indagar: qual será a Proposta do Cientista/Legislador? Os filósofos perderam muito tempo tentando descobrir quem é ELE, num exercício estratégico próprio dos generais que tudo fariam para espionar a potencialidade do inimigo com o objetivo de defender-se dele, para enfrentá-lo, para derrubá-lo e quiçá substituí-lo. E o ser humano, efetiva e genericamente, ao longo dos milênios, tem se comportado muito mais como adversário do Cientista/Legislador, contribuindo mais para o enfrentamento, ao menos como torturador da Natureza e longe de ser um contribuinte para complementá-la, como seria de se esperar.

Preliminarmente, o homem construtor de si mesmo e pintor de tela na harmonia da Grande Tela, como ser familiar, ser social, ser político e ser ecológico, necessita de compreender a proposta se quiser bem executar parte da obra a seu cargo. Esta compreensão se dará pela expansão da sua consciência, que se dá pela apreensão do conhecimento e se consolidará pela experiência, que é quando o conhecimento se torna aplicável.

Uma consciência distendida faz de nós seres éticos em qualquer situação sem necessidade de uma câmera ou do olho divino a vigiar nossos atos.

Não cabe ao homem planejar o Universo e sim interpretar as dinâmicas variáveis a seu cargo para que a vida lhe seja a verdade.

Está posta a objetividade desta série.

Vamos aos seus postulados. Até a próxima postagem.

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