quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Androginia - do passado aos tempos atuais (XIII)


Amor Espiritual não é posse e pode não ter sexo

Retomando a temática da androginia e atendendo a pelo menos dois leitores deste blog que escrevem solicitando maiores detalhes do amor quando alcança a fase Espiritual, sétimo estágio, segundo a série que viemos postando, há ainda para dizer: o século XXI e mais além será um tempo de amor espiritual, em parte pela chegada de grandes levas de espíritos índigo e cristal para habitar entre nós e em parte pela abertura da ciência à espiritualidade.
O tema Amor Espiritual é um tema novo, muito pouco explorado pelos estudiosos, mas com certeza não é o amor possessivo, não aquele amor que exige exclusividade, que dá causa ao ciúme, que faz as pessoas perderem a cabeça, aquelas coisas desastrosas que conhecemos praticadas em nome do que é passional (posse) e que se confunde com o amor.
Amor Espiritual pode acontecer apenas entre duas pessoas, mas, em geral, é maior, pois ele diz presente entre mães e filhos, entre irmãos, entre amigos, entre ex-amantes de vidas passadas, agora já como amor de cura. Neste último caso, para exemplificar, duas pessoas que passaram por uma experiência Ágape e, por qualquer deslize tenham se separado com mágoas e feridas para um ou para os dois lados, poderão, perfeitamente, reviver aquela experiência, agora na fase do Amor Espiritual, serem grandes amigos, confidentes, afetivos, correspondentes em termos emocionais sem que haja entre eles nada mais que uma grande amizade, uma respeitosa amizade.
O Amor de Cura é, exatamente, isso. As machucaduras trazidas de quaisquer das fases antecedentes à fase do Amor Espiritual, seja por abandono, traição, incompatibilidade de gênio, ofensa, agressão, impedimento legal ou familiar, etc., podem ser curadas muitos séculos mais tarde para que o ser machucado seja recuperado para o amor, volte a ter absoluta confiança no amor, elimine suas restrições ao amor, porém com uma indispensável condição: não tenha praticado delitos contra o amor, isto é, a cura se torna mérito de quem tenha sofrido e não causado feridas no âmbito do amor.
Voltando um pouquinho para maior clareza: a pessoa xis sabe amar, se entrega ao amor, doa-se e idealiza na pessoa amada um amor padrão Ágape (como vimos ao longo da série), por exemplo, mas sofre decepções em virtude do ser amado não corresponder às expectativas. E se machuca, se retrai, se decepciona, sofre, a relação é interrompida, mas por ene razões os dois não poderão mais retomar a relação e as feridas ficam a doer. Na espiritualidade, os mentores espirituais vão buscar entre velhas e estabelecidas amizades um par perfeito para uma experiência de Amor Espiritual, na qual o par perfeito atue bilateralmente promovendo a cura também bilateral. A cura, obviamente terá a finalidade de remover as feridas onde quer que elas estejam, porém, em absoluto, a ação se dá exclusivamente no plano periespiritual, nada tendo de amor carnal ou nada ocorrendo com prática de prazer sexual, não como regra e sim como exceção. Rara exceção. E sempre que a exceção não venha a ser causa de novas feridas provocadas num dos membros do par perfeito ou em relação a terceiras pessoas.
Por isso, o Amor Espiritual é muito bonito, verdadeiro, transparente, ao menos entre os que o vivenciam. Visto de fora pode gerar maledicências. Os maledicentes, obviamente, sempre serão aqueles que estacionaram nos estágios Filos e Pornéia, no máximo Eros.
Para entender o que está sendo escrito aqui você precisa ler trechos da série que agora se conclui.
Continuemos a nos oferecer ao Amor. Só o Amor salva.        

O que há para ler:

“O princípio da totalidade”, S. Sabetti, Summus, Sp, 1991.
“O desenvolvimento da inteireza do Ser”, M.L.Pozatti, Anteprojeto de Doutoramento, Faculdade de Educação, UFRGS, Porto Alegre, 1998.
“Ciência com consciência”, E.Morin, Bertrand Brasil, RJ, 1996.
“Introdução à visão holística”, R. Crema, Summus, SP, 1989.

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