Hipóteses
Podemos ter provas da existência da alma (como foi a pergunta final da postagem anterior)? Certamente que sim. Isso será possível quando a Ciência se deter a estudar a terceira dimensão ou o terceiro elemento constitutivo do Macrocosmo com o mesmo rigor de como estuda os outros dois elementos, isto é, a matéria e a energia.
As Experiências de Quase Morte (EQM), amplamente documentadas em congressos médicos e psicológicos informam a quem queira ousar um pequeno passo a mais para além da bidimensional combinação de matéria e energia. O indivíduo tem apenas batimentos cardíacos. A respiração só existe porque é forçada por aparelhos. Os aparelhos atestam morte cerebral. Chama-se os familiares para que autorizem o desligamento de tudo; o paciente está em óbito. Mas, algo na mente de uma mãe sugere que não: deve haver ainda uma chance para a vida. Este diálogo entre a equipe médica e a mãe do paciente é, posteriormente reproduzido pelo paciente, que sobrevive a crise.
Agora é preciso decidir: os aparelhos de precisão podem mentir ou a inteligência sobrevive ao cérebro?
Livros e mais livros foram escritos com relatos de EQM. Um especial destaque deve ser dado à cientista norte-americana, Elisabeth Kübler-Ros, estudiosa da morte e principal defensora, sem ser religiosa ou espírita, como se costuma acusar, de que o corpo e o cérebro, especialmente este, são instrumentos da mente e que a mente sobrevivente ao corpo e cérebro é incorporada à inteligência que não se perde na decomposição da matéria.
A questão da reencarnação ou da sucessão de vidas experimentadas por uma mesma inteligência – no caso, a entidade espiritual – é algo subjetivo e pode permanecer em debate por muitas décadas, se assim preferirem os materialistas mais radicais.
Enquanto isso, seria oportuno conhecer os resultados da ousadia de alguns cientistas, como é o caso do psiquiatra norte-americano, Brian L. Weiss, com trabalhos de regressão da mente, aqui referida a mente que permanece após a morte do corpo, em que se constatam experiências de vidas anteriores, que o médico se esforça por comprovar documentalmente.
Seus adversários podem contra-atacar: trata-se de fantasia da mente cerebral. Sim, pode ser.
Mas, agora existem cientistas comprovando a reencarnação através da leitura da ficha datiloscópica dos casos estudados, provas estas que no passado distante não existia. A tese é simples: somos seres únicos e a impressão digital confirma isso. Mas, ao retornar a outro corpo trazemos a mesma configuração digital.
Não há ou não deveria haver uma disputa ou teimosia por afirmar ou por negar a existência da entidade espiritual – nem quanto a possibilidade de seu retorno a outro corpo sem perda da sabedoria de longo prazo, pois isso pode estar contribuindo para a evolução filosófica, tecnológica, teológica, científica...
...pois a questão, se verdadeira, poderia trazer novas concepções para a vida humana.
O que em definitivo deveria acontecer é uma corrida experimental, de uns para comprovar as hipóteses e, de outros, para comprovar a sua negativa, porém longe das paixões puramente fanáticas e ancoradas no ranço da arrogância cultural.
O mundo nunca lucrou com a teimosia fanática dos homens.
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