Quem pede, leva.
A força de nossos pensamentos nos leva no rumo daquilo que mentalizamos, seja para o bem seja para o mal. Portanto, pensar bem é sinônimo de viver bem. Querer muito nem sempre é ter muito. É preciso lembrar que muitos de nossos sonhos podem não caber em nossa missão ou não se adequarem a ela.
Lembro aqui de um causo que se conta. Era uma vez um discípulo que perguntou a um mestre o que deveria fazer para alcançar a iluminação. O mestre teve um momento de reflexão e, em seguida, agarrou o discípulo pela cabeça e mergulhou-a dentro de uma barrica com água que havia ao lado. O discípulo lutou em vão para libertar-se, até que o mestre o soltou. Quando emergiu respirando com dificuldade, o mestre lhe disse: “Quando você quiser Deus tanto quanto queria o ar que lhe faltava para respirar, então você poderá encontrar o Infinito”.
Além de desejar intensamente aquilo que procuramos, nós devemos nos empenhar ativamente em fazê-lo acontecer. Orar como se tudo dependesse de Deus e agir como se tudo dependesse de nós mesmos. Esse é o segredo, segundo alguns mestres.
O nosso esforço de toda mente e de todo coração para obter o que se deseja, só não vale, segundo se entende, quando se busca o absurdo. Se, no entanto, o que buscamos é o melhor para todas as pessoas envolvidas, diz o Mestre Jesus, não nos será negado.
Peça e receberá. Busque e encontrará. Bata, e a porta se abrirá.
Entrando um pouco mais pelo lado científico do significado do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, é preciso dizer que pensamento é energia: queima glicose e usa de oxigênio. Glicose e oxigênio compõem a energia.
O pensamento tanto pode ser uma cadeia que prende e amordaça uma pessoa, como pode ser a sua libertação. No homem, a única coisa que não tem limite conhecido, é o pensamento.
Logo, se temos nossos limites, eles são ditados, em grande parte, por nossos próprios pensamentos.
Ao aprender a lidar com a oração, com a meditação, com o pensamento positivo, a pessoa exercita o direito de sair fora do “cardápio da derrota, da perda, do fracasso, do medo, da doença”, e pode ser colhida pela descoberta de um caminho novo, diferente, extraordinário, maravilhoso, célebre...
E como se faz isso?
Simples:
1. Para ser ouvido, fale.
2. Para ouvir, cale-se.
3. Para ser compreendido, exponha com clareza suas idéias sem jamais abrir mão daquelas que julga fundamentais.
4. Saiba separar idéias fundamentais de idéias que você expõe apenas para que os outros o aceitem.
5. Acima de tudo busque o prazer antes do sucesso, a auto-realização antes do dinheiro, fazer bem feito antes de pensar na recompensa.
6. Uma competição que não objetive o crescimento do ser, via cooperação, solidariedade, parceria, companheirismo, fraternidade, caridade, iluminação, não realiza, estressa; e ao estressar, solapa a qualidade da vida e decreta a sua falência.
7. Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo.
8. Para conseguir algo, tente, sem pensar que o êxito virá imediatamente; nunca esqueça que os valores determinantes do poder evoluíram da era da truculência física e bélica para a imponência dos castelos, das jóias, dos discursos, dos carrões, do culto à beleza física, até adentrar na era da qualidade da vida.
9. Cuide de ter saúde, energia, paciência, determinação e entusiasmo para continuar tentando quantas vezes forem necessárias.
10.Ao perceber que já fez tudo o que pôde ou até mesmo um pouco além, mude de alvo para não se tornar, em vez de vitorioso, apenas mais um teimoso.
11.Para poder recomeçar sempre, perdoe-se pelos fracassos e erros que cometer, aprenda com eles e, a partir deles, programe suas próximas ações.
12.Nunca se deixe iludir que será possível fazer tudo num dia só ou quando tiver todos os recursos necessários; tal dia nunca virá.
13.Para manter-se motivado, sonhe.
14.Para realizar, planeje, pensando grande e fazendo pequeno, um pouco a cada dia e todos os dias um pouco, porque são pequenas gotas d’água que fazem o grande oceano.
15.Para ter Deus como aliado, ame o que ele nos entregou começando pelo seu próprio corpo e fazendo irradiar a partir dele todo o amor que puder dar.
O que vale dizer, segundo o que se aprende, é que o “Buscai e achareis”, talvez não venha a nós numa só pancada, como que milagre. É preciso construir um pouquinho cada dia. A sabedoria humana também é assim. Não vem pronta como um programa de computador. É construída ao longo de uma vida.
“Buscai e achareis” é, com muita certeza, um convite para construirmos a pavimentação da avenida de nossa vida, colocando pedra após pedra. Um convite para construirmos o edifício de nosso bem-estar, de nossa salvação, de nossa libertação, tijolo após tijolo.
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