domingo, 5 de agosto de 2012

Um Novo Mundo Está Nascendo (IV)


026. Definições do pós-modernismo
“Onde tudo é possível e quase nada é certo,” foi uma frase que calou fundo, em 1994, quando o então presidente da República Checa e renomado dramaturgo, Václav Havel, usou dela para definir os novos tempos, no que foi secundado pelos estudiosos do cristianismo Josh McDowell e Bob Hostetler ao oferecerem a seguinte definição para o pós-modernismo:
“Uma cosmovisão caracterizada pela crença de que a verdade não existe em nenhum sentido objetivo, mas é criada e não descoberta.”
Sugere que a verdade é “criada pela cultura específica e só existe nessa cultura. Portanto, qualquer sistema ou declaração que tenta transmitir uma verdade absoluta é um jogo de poder, um esforço para dominar outras culturas.
Na introdução do seu Tratado sobre Doze Luzes, Robert Struble Jr. afirma:
“A cosmovisão pós-moderna rejeita todas as formas de absolutismo das eras do passado, especialmente a fé e a moral judaico-cristã; além disso, os pós-modernistas idolatram absolutamente sua nova trindade secular de Tolerância, Diversidade e Escolha”.
Em seu livro Tempos Pós-Modernos: Um Guia Cristão ao Pensamento e Cultura Contemporâneos (1994), Gene Edwart Veith Jr., reitor da Escola de Artes e Ciências e Professor Associado de Inglês da Universidade de Concórdia, no Wisconsin, descreve o pós-modernismo como uma cosmovisão que é incompatível com o cristianismo. Nessa cosmovisão,
“O intelecto é substituído pela vontade. A razão é substituída pela emoção. A moralidade é substituída pelo relativismo. A própria realidade torna-se uma construção social”.
Princípios Fundamentais do Pós-Modernismo. Vamos agora olhar brevemente os pilares fundamentais do pós-modernismo – ou seja:
1. “Não Existem Valores Morais Absolutos”
·   “Não existe certo ou errado”
·   “A moralidade é relativa”
2. “Não Existem Verdades Absolutas”
·   “Não existe verdade absoluta”
·   “A verdade é relativa”
Estes dois pilares têm a ver com ética e moralidade e com verdade / doutrinas. Vamos examinar brevemente cada um deles.
Para explicar o que seja “Não Existem Valores Morais Absolutos” passamos pelos axiomas “Não existe certo ou errado” e “A moralidade é relativa”, para se chegar à “Crise de Ética Atual”.
Não há dúvida de que enfrentamos atualmente uma crise ética. A crise não consiste na violação flagrante dos padrões de comportamento moralmente aceitos (todas as eras tiveram a sua quota disto). Em vez disso, a crise ética de hoje tem a ver com o fato de que “pela primeira vez, pelo menos em uma escala maciça, existe a própria possibilidade de que tais padrões [morais] tenham sido postos em questionamento e, com isso, todas as distinções essenciais entre o certo e o errado”.
Em outras palavras, a crise ética de hoje decorre do fato de que, ao contrário de épocas anteriores, quando as pessoas sabiam o que era certo e errado, mas optavam por praticar o errado, em nossa época as pessoas não tem certeza da existência de absolutos morais universais para definir o que é certo e o que é errado. Vivemos em uma cultura do relativismo moral. Fazer certo não é fazer o que todos entendiam por certo e fazer errado não é o que todos entendiam por errado. Entenderam o pêndulo?
Embora as pessoas sempre tenham cometido erros, também chamados de pecados, elas pelo menos reconheciam estes como pecados. Há um século atrás, uma pessoa poderia ter cometido adultério em flagrante desafio a Deus e ao homem, mas teria admitido que o que estava fazendo era um pecado. O que temos hoje não é apenas um comportamento imoral, mas uma perda de critérios morais. Isso é verdade mesmo na igreja. Veja os padres pedófilos. Enfrentamos não apenas um colapso moral, mas um colapso de significado. “Não existem verdades absolutas”. Nem absoluto moral.

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