quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Papel da Imaginação na Cura (II)



O crescente interesse pela imagem

Por Jeanne Achterberg

Os cientistas do comportamento orientados para a pesquisa muito fizeram para analisar a imagem usando métodos da ciência. Durante as  últimas duas décadas, eles empregaram instrumentos estatísticos sofisticados e percepções clínicas engenhosas a fim de trazer a imaginação das fileiras dos temas votados ao ostracismo para a arena da aceitação. Artigos relatando pesquisas e revisões da literatura, publicadas em jornais e revistas, proliferaram em surpreendente quantidade. A maturidade da abordagem e o interesse pelo tema são evidenciados pelas facções que se formaram, apoiando um ou outro quadro teórico.
Grupos profissionais com interesse clínico ou de pesquisa reúnem uma maioria de psicólogos, mas também médicos (sobretudo psiquiatras), arte-terapeutas e músico-terapeutas, especialistas em educação, teólogos e antropólogos. Em psicologia, a imagem tem sido pesquisada da perspectiva do trabalho clínico e da psicopatologia, memória e aprendizagem, percepção e psicologia sensorial. Várias excelentes coletâneas foram publicadas recentemente tentando dar uma visão geral de, literalmente, milhares de artigos e opiniões sobre o tema.
A adequação e o valor da imagem como estudo próprio às ciências do comportamento estão claramente firmados.
Revendo essa monumental quantidade de trabalho, o maior desapontamento é que muito pouca coisa pode ser considerada diretamente relevante para uma metáfora científica da imaginação como curadora. Por outro lado, quando a definição da saúde inclui saúde mental em toda a complexidade, adaptação aos costumes culturais, aprendizado nos limites da própria capacidade, aumento da capacidade de apreciar a arte e desenvolvimento da criatividade, então ela se torna extremamente relevante. Prossegue.

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