023. Introdução
Esta série tem a pretensão de conduzir nossos leitores a uma revisão de conceitos e entendimentos sobre a vida, a humanidade, a cultura, a realidade, o poder, as co-relações nestes novos tempos. Sobre o título da série, por “Novo Mundo” queremos que vocês entendam as mudanças que se abaterão sobre a realidade das pessoas em todo o planeta por conta das transformações já havidas e a caminho, cada dia mais aceleradas.
Eu sei que, metidos em nosso dia-a-dia, não temos tempo para fazer observações de mais largo tempo e, aí, muita coisa passa desapercebida. Passamos batidos, como dizem os jogadores de baralho que perdem a sua vez de bater e ganhar o jogo. Não conseguimos juntar os pedaços do quebra-cabeça e o todo não é visto. Independente de sua idade, leitor, espero que você concorde comigo: saímos do carro-de-boi para o foguete espacial em apenas 70 anos. No máximo, em algumas cidades, saímos do trem maria-fumaça para o foguete espacial.
Uma pessoa que tivesse nascido antes de 1915, caso de muitos de nossos pais e avós, poderia ter testemunhado o surgimento de alguns dos inventos mais importantes que hoje desfrutamos, entre eles o automóvel e, claro, o foguete espacial que fez descer na Lua os primeiros homens.
Essa moçada nascida depois de 1990 transita por dentro das maquininhas da tecnologia de última geração e acelera determinadas zonas de sua mente, mas, com certeza, perde o sabor de muita infinitamente importante para o SER HUMANO.
A Unesco andou divulgando, mais ou menos dez anos após a invenção da Internet, que em apenas 28 anos tivemos multiplicado por dois o volume de informações a disposição da humanidade em todos os tempos.
Claro, você sabe, como eu sei, que informação não significa muito se ela não tiver utilidade, se ela não se transformar num dado e se esse dado não puder compor um contexto sobre o qual tenhamos a aplicação da inteligência para encontrar no dado uma utilidade e atuar em favor da vida. Ou seja, qualquer conhecimento que não se transforme em sabedoria, é inócuo.
Você tem idéia de quantos homens e mulheres ao redor do planeta usam e abusam das informações como instrumento de poder? E quantos são vítimas da informação aprisionadora?
Pitágoras, há mais de 2.500 anos já ensinava que a informação liberta. Liberta e aprisiona, poderíamos acrescentar melhorando a sentença do Grande Mestre de Samos, Grécia Antiga. Pitágoras advogava a existência da informação, que faltava aos homens de sua época, e não podia imaginar que chegaria o dia em que a não supressão informação, mas a sua manipulação se tornaria também instrumento de prisão.
Não se trata, pois, simplesmente, da informação, mas QUE informação nos chega. Lembro do meu querido pai que proibia seus filhos de fumar, mas ele próprio fumava. QUE informação nos chegava? Todos os seus filhos homens fumaram. E por que não as filhas mulheres? É OUTRA informação que chegava. A MÃE não fumava.
Esses “cavalos de tróia” que chegam disfarçados de ajuda, de presentes, de socorro, de orientação, de veto ou de estímulo podem trazer o obscurecimento, o domínio, a prisão, a escravatura. Modernamente eles também são chamados de memes e de vírus mentais.
Sabemos tratar-se de um processo cultural, de disputa entre mais sábios e menos sábios, entre mais expertos e mais ingênuos, onde não são o pai e a mãe os mentores finais de seus filhos e netos; os mentores finais são desconhecidos, intrometidos, invasores viróticos que penetram a vida íntima de pessoas indecisas e indefinidas, vítimas dos arrastões culturais e do controle intelectual exercido por poderosos esquemas de dominação.
Os fatos noticiados sobre as reviravoltas no poder governamental de países do Norte da África e Oriente Médio dizem bem do poder exercido sobre os povos através da manipulação da informação, associada ao dinheiro e à política. Os governos dominadores, não democráticos, (e também os liberais e democráticos) manipulam a informação e jogam sujo, tiram proveito, mentem, iludem, suprimem o que não lhes acrescentam e supervalizam o que lhes acrescenta. O indivíduo social também tem esta tendência. Inscrevem-se aí os hipócritas, os contumazes traidores, os lobos disfarçados de ovelhas.
A Internet, a BOA INTERNET, em boa parte, tem sido uma arma contra isso, mas isso também pode se transformar no antídoto que se faz veneno. Temos de ter cuidado porque há muitos internautas são sujos impuros.
A Era que vai nascer em 2012, segundo tantas promessas e profecias, pode ser um começo para ir reparando tudo o que através da manipulação foi desviado e contaminado.
Esta série é a tênue luzinha que este blog quer acender com a sua publicação.
Você vem conosco?
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