Um Grande Mistério que a Bilocação
de Consciência Pode Desvendar
Em 23/08/2012 esteve em Florianópolis o médico pós-graduado em Parapsicologia, Hercole Spoladore, de Londrina-PR, para proferir a palestra intitulada “Bilocação de Consciência” a um restrito círculo de interessados.
Decidido a estudar Parapsicologia aos 73 anos de idade, depois de quase 50 anos de medicina marcados por inúmeros casos de Percepção Extra Sensorial e demais Estados Alterados de Consciência, Spoladore vem reunindo material que impressiona todos quantos estão chegando nesta temática pela primeira vez.
Demonstrou que uma consciência pode deixar o corpo repousando numa cama ou poltrona e projetar-se para qualquer distância e retornar de lá conhecendo o que percebeu ou vivenciou.
Tomando-se a palavra consciência por co-ciência, neste caso, divina, somos levados a pensar que nossos registros conscienciais acessíveis, sub-acessíveis e inacessíveis possam compor aquilo que chamamos de essência, alma, espírito, tido como a porção humana que não finda com a falência do cérebro ou do corpo. Enquanto não se possa ir além nos registros com fundamento científico, isso que agora temos poderia encaminhar-nos para a explicação dos casos de EQM – Experiências de Quase Morte, em que os pacientes dados como mortos retornam à consciência e ainda relatam detalhes dos acontecimentos passados durante sua (quase)“morte”. Enquanto a ciência não se instrumenta para medir determinados fenômenos, somos convidados a imaginar que possam residir nesta porção que não finda na sepultura fragmentos da Ciência do Grande Arquiteto e que as “saídas” do corpo não anulam a mente, pois esta pode ser tomada como software enquanto as sinapses cerebrais seriam o hardware. Comparação um tanto chula, pois o soft sempre dependerá do hard para operar. Mas, as experiências conhecidas narram só raramente ações do soft fora do hard. Na quase totalidade dos casos o soft apenas observa enquanto fora do hard.
Podemos estar a caminho da compreensão de fenômenos hoje encarados como milagres, onde se inscrevem as aparições de santos, as curas por imposição de mãos, benzeduras, simpatias, magia negra, magia branca, cadeias de união, novenas e outras formas de interagir com o Sagrado.
Aliás, o biólogo inglês, Rupert Sheldrake, quando esteve na Amazônia em excursão turística, presenciou a “dança da chuva” dos índios Ianomâmis e ficou impressionado pela presença da chuva pouco tempo depois. Resolveu pesquisar o que ele vem denominado, em seus livros, de campos morfogenéticos, para explicar que muitas mentes sintonizadas numa mesma idéia-mãe geram uma coisa parecida com os raios lasers e que essa energia causa alteração no mundo dos átomos e abaixo deles, como já estuda a ciência quântica.
O trabalho de tantos estudiosos, como Spoladore, decididos a sair do quadrado da ciência clássica para investigar fenômenos que não têm como figurar nas listas dos acasos e menos ainda quando o acaso é inteligente, pode nos levar a entender os primórdios da vida biológica não como algo aleatório e sim como um projeto decorrente de uma idéia-mãe.
Assim sendo, mesmo o corpo humano, que sabemos ser decorrência de um programa cujo mapa nos é dado pelo DNA, pode ser estar submetido a uma segunda matriz desenhada num plano puramente energético, a verdadeira matriz, enquanto DNA e, por extensão, o comportamento das células, moléculas e órgãos estariam submetidos a uma programação que transcende ao homem.
Aí, as bilocações de consciência e outros fenômenos (como os apresentados por Hercole Spoladore e pesquisados por Sheldrake e outros) começam a sair da lista dos mistérios ou acasos para começarem entrar para a lista daquilo que os nossos cinco sentidos e nossa pequeníssima inteligência ainda não podem decodificar totalmente. Mas, podem interessar-se por eles, no mínimo para não perder a oportunidade de questionar um pouco mais as razões pelas quais existe a vida.
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