terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Papel da Imaginação na Cura (I)


Introdução

Por Jeanne Achterberg

O uso da imaginação tem se mostrado fundamental na cura de muitas doenças. Exemplo disso são as técnicas xamânicas e as cirurgias psíquicas.
Os cientistas sociais e do comportamento estudaram a imaginação de várias maneiras. Uma delas consiste em estudar a imagem e seu papel na cognição e na mudança do comportamento.
 
Outra maneira é observar e interpretar o comportamento dos indivíduos em sistemas que usam a imaginação na cura. Esta última envolve trabalho de campo e análises realizadas por sociólogos, antropólogos, psicólogos e psiquiatras interessados em cura transcultural, enquanto a primeira é realizada normalmente em um laboratório ou em um ambiente clínico.
Existem ainda outras abordagens, cuja aplicação e influência são crescentes, são apoiadas pelos comportamentalistas e cientistas sociais que realizam trabalho e pesquisa clínica na área da doença física e se interessam pelas interações entre mente e corpo. Eles relutam em segmentar o "mental" e o "físico", tanto em etiologia quanto em intervenção, mas a maior parte deles trabalha com o modelo médico e a ele se submete. É provável encontrá-los exercendo sua profissão em unidades de reabilitação do coração, centros de tratamento do câncer, em programas de controle da dor, e em núcleos de pesquisa sobre a saúde. Embora a maior parte deles seja mais orientada para a pesquisa do que para a clínica, as ferramentas clínicas empregadas incluem aconselhamento e psicoterapia, estratégias cognitivas de tratamento, alterações do comportamento, biofeedback, hipnose, treinamento da paciência, técnica de meditação e relaxamento e imaginação. Seus interesses de pesquisa, de modo geral, abrangem itens como comportamentos ligados à saúde, etiologia psicológica e correlatas da doença, estratégias de prevenção e intervenção e epidemiologia. A afiliação profissional desses indivíduos ficou conhecida como "medicina comportamental", "psicologia da saúde" ou, em alguns setores, "medicina humanística".
A medicina holística foi deliberadamente omitida das categorias social e comportamental por várias razões. Em primeiro lugar, como é uma designação amorfa, que abrange indiscriminadamente curadores e métodos de cura de todos os tipos concebíveis, é impossível descrever tamanha diversidade. Em segundo lugar, embora aqueles que se consideram praticantes da medicina holística estejam abertos à cura pela imaginação (e, na verdade, apóiam-na imensamente), seu interesse dirigiu-se mais às aplicações clínicas do que à consolidação de uma base empírica. Com exceção da Associação Americana Médica e Holística e das Associações de Enfermagem Holística, a maioria dos grupos não tem a afiliação acadêmica ou profissional.
Independentemente da eficácia ou do vigor de suas intervenções, a medicina holística ainda não deu uma contribuição específica aos esforços científicos nessa área. Segue na próxima postagem.

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