Quem mais pode ser chamado de suicida?
A resposta não é longa nem filosófica. Podem ser chamados de suicidas todos aqueles que renunciam cuidados e proteção à vida não só biológica.
Há muitas maneiras de cometer suicídio. Há o suicídio instantâneo, um tiro, uma porção de veneno, um pulo pela janela do edifício, um enforcamento, etc. E há o suicídio lento: o ato de fumar, o ato de embriagar-se ou drogar-se, o ato de comer errado, o ato de dirigir perigosamente, o costume da truculência nas relações humanas, sendo a do trânsito a mais cruel. Xinga uma vez, mostra o dedo anular para fora da janela uma, duas, mais vezes, até que o desafeto se atravessa na frente, desce com a arma em punho e ordena: “repete aquele gesto seu fdp”. E no calor da discussão vem o tiro e aquilo que poderia ser anotado como assassinato, irá para a história das mortes como ordem para suicídio. O falecido encomendou ser alvejado.
Não será muito diferente com a direção temerária, alta velocidade, ultrapassagens forçadas...
O evento será noticiado como acidente, mas, na verdade, o falecido também estava a encomendar sua morte. Ela viria, mais cedo ou mais tarde, não é uma questão de “se”, mas uma questão de “quando”.
Retomando as questões fumar, beber, drogar-se, comer errado: o que dizer da pessoa que insiste nos maus tratos ao seu aparelho biológico? Também não se trata de uma questão de “se” e sim de uma questão de “quando”.
Mas, não termina aí a lista suicida. Ainda precisamos falar daquele que mesmo não tendo praticado nenhum tipo de suicídio biológico, condena-se ao suicídio numa próxima encarnação ao jogar pesado com as questões que remetem ao plano espiritual.
Como se vê, a questão é muito mais ampla do que registram as estatísticas médicas e policiais.
Voltaremos a este assunto para tratar de sua prevenção.
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