Em que Consiste o Amor à Vida
Renato Costa
rsncosta@terra.com.br
A vida, não importa a aparência com que se revela a nossos olhos, é benção com que a Justiça Divina nos oferece nova oportunidade de aprendizado.
Quer façamos dela bom ou mau uso, ela sempre segue em frente, consoante a diretriz de progresso que, a cada etapa reencarnatória, nos traça uma meta a alcançar.
Se, em algum momento, ela te pareça ingrata, não te revoltes contra ela, maldizendo-a ou intentando perturbar ou abreviar seu curso, pela trilha do vício que entorpece ou do desleixo com a saúde que a extingue prematuramente.
Cada um de nós vem a este mundo com uma tarefa a cumprir. As condições que nos são ofertadas, ao nascermos, para que logremos sucesso na empreitada podem ser expressas em três níveis:
a) no nível pessoal, podemos nascer mais ou menos saudáveis, mais ou menos bonitos e dotados de mais ou menos inteligência;
b) no nível familiar, podemos nascer em uma família equilibrada, com pais gentis e protetores, irmãos e irmãs amigos ou, então, em um família com um maior grau de desequilíbrio, que pode ser restrito a um único membro da família com quem nos atritamos sempre, ou, no outro extremo, constituir-se em verdadeiro campo de batalha, com pai ausente ou agressivo, mãe autoritária e destituída de carinho e irmãos e irmãs a se engalfinharem pelo mais fútil motivo;
c) no nível social, podemos nascer em uma família de menor ou maior poder aquisitivo, em toda a longa escala que vai do indigente que não tem onde morar e que esmola por comida até o arquimilionário magnata que gasta, em uma única noitada, quanto daria para alimentar a toda uma cidade. Ainda a nível social, podemos nascer membros de uma minoria, segregada pelo sexo, pela cor, pela raça ou pela religião ou, por outro lado, pertencermos à maioria não discriminada. Podemos nascer em um país em paz ou em meio à mais terrível guerra. Podemos nascer em um alegre paraíso tropical, em um movimentado e estressante bairro de uma grande cidade ou em um lugar pouco habitado e inóspito, como a imensidão gelada dos pólos ou as escaldantes areias do deserto.
Quaisquer que sejam as condições que a vida nos oferece como ponto de partida no instante do nascimento ou a qualquer momento ao longo de nossa caminhada, devemos sempre manter a calma e o equilíbrio que provêm de uma fé inabalável nos desígnios do Pai Criador. Cada um tem a vida que mais lhe convém.
Se, em uma vida, a beleza, a inteligência ou a riqueza foram entraves ao progresso do espírito, em outra, tais atributos serão diminuídos de forma a melhor lhe abrir o caminho do aprendizado salutar. Se, uma vida, nascido em classe dominante, abusou de seu poder, perseguindo e torturando, física ou moralmente, seus semelhantes e contraindo para si terríveis dívidas com a harmonia cósmica, virá, em vida posterior, desprovido de maior poder, não de forma a puni-lo, mas, antes, de modo a protegê-lo, evitando seu maior endividamento com a Justiça Divina. A Justiça Divina jamais pune o espírito que infringiu a Lei. Perfeita Mãe que é, dotada de sabedoria e amor infinitos, a cada encarnação ela saberá prover a vida melhor adequada às necessidades que cada espírito tem de aprendizado.
* * *
Tendo em vista o que foi dito, é necessário que reflitamos quanto à
necessidade de Amor à Vida. Conseguindo compreender que nossa atual existência contém em cada aspecto fatores da maior importância para nosso crescimento espiritual, devemos estar permanentemente atentos para todas as oportunidades que surgem, avaliando cada uma à luz dos ensinamentos de Jesus, de forma a sabermos quais nos convém aceitar como motores de nosso crescimento e quais devemos ignorar para não nos levarem a assumir maiores compromissos reparadores. Quando estivermos preparados para discernir entre aquilo que nos é permitido fazer e aquilo que nos convém, como ensina o apóstolo Paulo, saberemos fazer sempre a melhor escolha.
O primeiro estágio da nossa conscientização é aprender a amar a nossa própria vida. Alcançado esse estágio, estaremos sempre atentos à preservação de nossa saúde física e moral, evitando os excessos de qualquer natureza, procurando melhores companhias, procurando somente lugares de boa freqüência e dando ouvidos somente a conversas salutares ou edificantes.
À medida que formos aprendendo a amar nossa própria vida, naturalmente se despertará em nós o amor à vida daqueles que estiverem à nossa volta.
Primeiro será o amor pela nossa família, depois por nossos colegas de
trabalho e lazer, depois pelos que nos são afins pela cor, pelo credo ou pela nacionalidade.
A meta seguinte já requer mais amadurecimento espiritual e é aquela
testemunhada por humanistas, filósofos e grandes pensadores: o Amor à Vida Humana em todo o Planeta, sem discernimento.
Finalmente, ao alcançarmos os maiores patamares de entendimento, faremos eco aos grandes mensageiros e entendermos que o Amor à Vida deve ser universal, pois tudo o que existe na natureza, do átomo ao arcanjo, é reflexo do Psiquismo Divino percorrendo todos os estágios de evolução, devendo, portanto, ser tratado com reverência e respeito.
* * *
rsncosta@terra.com.br
A vida, não importa a aparência com que se revela a nossos olhos, é benção com que a Justiça Divina nos oferece nova oportunidade de aprendizado.
Quer façamos dela bom ou mau uso, ela sempre segue em frente, consoante a diretriz de progresso que, a cada etapa reencarnatória, nos traça uma meta a alcançar.
Se, em algum momento, ela te pareça ingrata, não te revoltes contra ela, maldizendo-a ou intentando perturbar ou abreviar seu curso, pela trilha do vício que entorpece ou do desleixo com a saúde que a extingue prematuramente.
Cada um de nós vem a este mundo com uma tarefa a cumprir. As condições que nos são ofertadas, ao nascermos, para que logremos sucesso na empreitada podem ser expressas em três níveis:
a) no nível pessoal, podemos nascer mais ou menos saudáveis, mais ou menos bonitos e dotados de mais ou menos inteligência;
b) no nível familiar, podemos nascer em uma família equilibrada, com pais gentis e protetores, irmãos e irmãs amigos ou, então, em um família com um maior grau de desequilíbrio, que pode ser restrito a um único membro da família com quem nos atritamos sempre, ou, no outro extremo, constituir-se em verdadeiro campo de batalha, com pai ausente ou agressivo, mãe autoritária e destituída de carinho e irmãos e irmãs a se engalfinharem pelo mais fútil motivo;
c) no nível social, podemos nascer em uma família de menor ou maior poder aquisitivo, em toda a longa escala que vai do indigente que não tem onde morar e que esmola por comida até o arquimilionário magnata que gasta, em uma única noitada, quanto daria para alimentar a toda uma cidade. Ainda a nível social, podemos nascer membros de uma minoria, segregada pelo sexo, pela cor, pela raça ou pela religião ou, por outro lado, pertencermos à maioria não discriminada. Podemos nascer em um país em paz ou em meio à mais terrível guerra. Podemos nascer em um alegre paraíso tropical, em um movimentado e estressante bairro de uma grande cidade ou em um lugar pouco habitado e inóspito, como a imensidão gelada dos pólos ou as escaldantes areias do deserto.
Quaisquer que sejam as condições que a vida nos oferece como ponto de partida no instante do nascimento ou a qualquer momento ao longo de nossa caminhada, devemos sempre manter a calma e o equilíbrio que provêm de uma fé inabalável nos desígnios do Pai Criador. Cada um tem a vida que mais lhe convém.
Se, em uma vida, a beleza, a inteligência ou a riqueza foram entraves ao progresso do espírito, em outra, tais atributos serão diminuídos de forma a melhor lhe abrir o caminho do aprendizado salutar. Se, uma vida, nascido em classe dominante, abusou de seu poder, perseguindo e torturando, física ou moralmente, seus semelhantes e contraindo para si terríveis dívidas com a harmonia cósmica, virá, em vida posterior, desprovido de maior poder, não de forma a puni-lo, mas, antes, de modo a protegê-lo, evitando seu maior endividamento com a Justiça Divina. A Justiça Divina jamais pune o espírito que infringiu a Lei. Perfeita Mãe que é, dotada de sabedoria e amor infinitos, a cada encarnação ela saberá prover a vida melhor adequada às necessidades que cada espírito tem de aprendizado.
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Tendo em vista o que foi dito, é necessário que reflitamos quanto à
necessidade de Amor à Vida. Conseguindo compreender que nossa atual existência contém em cada aspecto fatores da maior importância para nosso crescimento espiritual, devemos estar permanentemente atentos para todas as oportunidades que surgem, avaliando cada uma à luz dos ensinamentos de Jesus, de forma a sabermos quais nos convém aceitar como motores de nosso crescimento e quais devemos ignorar para não nos levarem a assumir maiores compromissos reparadores. Quando estivermos preparados para discernir entre aquilo que nos é permitido fazer e aquilo que nos convém, como ensina o apóstolo Paulo, saberemos fazer sempre a melhor escolha.
O primeiro estágio da nossa conscientização é aprender a amar a nossa própria vida. Alcançado esse estágio, estaremos sempre atentos à preservação de nossa saúde física e moral, evitando os excessos de qualquer natureza, procurando melhores companhias, procurando somente lugares de boa freqüência e dando ouvidos somente a conversas salutares ou edificantes.
À medida que formos aprendendo a amar nossa própria vida, naturalmente se despertará em nós o amor à vida daqueles que estiverem à nossa volta.
Primeiro será o amor pela nossa família, depois por nossos colegas de
trabalho e lazer, depois pelos que nos são afins pela cor, pelo credo ou pela nacionalidade.
A meta seguinte já requer mais amadurecimento espiritual e é aquela
testemunhada por humanistas, filósofos e grandes pensadores: o Amor à Vida Humana em todo o Planeta, sem discernimento.
Finalmente, ao alcançarmos os maiores patamares de entendimento, faremos eco aos grandes mensageiros e entendermos que o Amor à Vida deve ser universal, pois tudo o que existe na natureza, do átomo ao arcanjo, é reflexo do Psiquismo Divino percorrendo todos os estágios de evolução, devendo, portanto, ser tratado com reverência e respeito.
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Quando falamos de Amor à Vida de forma universal, não queremos dizer com isso que seja, em essência, errado, quebrar uma pedra, cortar uma árvore, colher um pé de alface ou matar uma formiga. O ser humano tem um metabolismo que requer alimentação física. Em estágios mais avançados, talvez não mais encarnando no planeta Terra, ele logrará, sem maior dificuldade, suprir toda sua necessidade de energia diretamente do fluido cósmico universal, como Jesus demonstrou ser possível ao jejuar de alimento sólido por 40 dias.
Quando falamos de Amor à Vida de forma universal estamos nos referindo ao respeito que devemos ter por cada ser vivo, jamais matando ou mutilando qualquer um por leviandade ou divertimento. Quebrar a rocha para construir caminhos ou edificar moradias é utilização nobre, da mesma forma que cortar a árvore para construir um móvel, ou para pavimentar uma casa. Colher a planta ou matar com respeito o animal que servirão de alimento não são atos de desrespeito à vida. Não age com desamor à vida o cientista que desenvolve o remédio para eliminar a bactéria causadora de doença, nem, tampouco, o agricultor que envenena o formigueiro para preservar o cultivo destinado à alimentação de uma comunidade.
Deve ser sempre entendido, no entanto, que todo ato de tirar a vida que não seja devidamente justificado é contra a lei da natureza. Arrancar todas as frutas de uma árvore para comer algumas e destinar as outras ao apodrecimento é desrespeito à vida. Pisar na grama sem necessidade, arrancar uma flor pelo simples prazer, machucar ou matar um animal por divertimento, todas essas atitudes são demonstrações tristes de descaso com a vida.
* * *
Antes de prosseguirmos, convém façamos uma pequena pausa para respondermos a uma pergunta que forçosamente se apresenta: O que fazer caso nos empenhemos em entender e ajudar ao nosso próximo ou vizinho e ele insista em recusar ajuda e quiçá a nos ofender e prejudicar? Cristo nos ensinou quantas vezes devemos perdoar e que somente teremos mérito se amarmos nossos inimigos. Sim, mas como fazer o bem e amar
a quem rejeita nossa ajuda física e nos retribui o amor com ódio?
Cada um de nós deverá fazer aquilo que está ao seu alcance para ajudar o seu irmão. Jesus não nos pediu jamais o impossível. Se nos é possível apenas não responder às ofensas e não retribuir as agressões, façamos isso. Se conseguirmos fazer isso, olhando nosso vizinho com carinho, muito bem. Isso é bom indício de evolução. Se, no entanto, somente conseguimos controlar nosso impulso por revidar, virando as costas e indo embora, já é uma medida válida, posto estarmos dando o melhor de nós. Uma vez afastados fisicamente do agressor, se já sabemos orar, oremos por ele, pedindo a Deus que o inspire e que ele perceba que não lhe queremos mal.
Quando nos recusamos a responder a agressão com a agressão, vamos dominando nossos instintos agressivos e aprendendo a não mais nos perturbarmos com as agressões que recebemos. Quando damos um passo à frente e começamos a retribuir a ofensa com uma palavra amiga e o prejuízo recebido com a ajuda desinteressada, perceberemos que cada agressão que recebemos é oportunidade única para repararmos nossas faltas pregressas, saldarmos nossos compromissos com a Lei de Deus e galgarmos preciosos degraus da imensa escala da evolução.
* * *
Concluiremos esta primeira parte de nosso estudo, com a palavra sábia e poética de Joanna de Angelis:
"És vida e és parte essencial da Vida em tudo manifestada. Oferece a tua contribuição de harmonia, nunca a depredando, nem gerando embaraços que lhe possam perturbar a marcha".
"Respeita a vida em qualquer aspecto que se apresente".
"Limpa uma vala, planta uma árvore, semeia um grão, viabiliza uma ocorrência enobrecedora, oferta um copo com água fria, brinda um sorriso, sê útil de qualquer maneira..."
"A vida transcorrerá para ti conforme a desenvolvas".
"Diante de qualquer dificuldade, insiste com amor e aguarda os resultados aflição".
"Não blasfemes, nem te rebeles, quando algo não te corresponder à
expectativa".
"És vida em ti mesmo, e o exterior sempre refletirá o que cultives
internamente."
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