Algo parece confuso
Os mandamentos ensinados ao povo ocidental derivados da cultura judaica dizem que devemos amar a Deus sobre todas as coisas, de todo o nosso coração, de toda a nossa alma.
Esta sentença não seria estranha se o autor fosse um profeta, como de fato, foi. Mas, a questão é que o profeta disse serem palavras de Deus.
Aí nós somos pegos pela confusão. Um pai jamais se dirigirá a um filho pedindo-lhe amor, uma vez que a lógica está a ensinar que respeito, gratidão, obediência, são inerentes à condição de filho. Obviamente que ao respeitar, ao tornar-se grato e ao obedecer, o filho estaria, indiretamente, amando ao pai.
O mandamento básico que norteou as religiões oriundas da cosmovisão judaica tem tudo para ser muito mais uma lei de autoria humana para conter os ímpetos exagerados de uma sociedade marcada pelo desregramento do que uma advertência partida de Deus. Com isso, prosseguimos a procura de outra lei, lei divina, que nos diga o que é que é a Lei de Deus.
Ao conhecer as dez Leis Universais trazidas pelos espíritos que atuaram com as equipes de Kardec descobrimos que em nenhuma delas Deus pede para ser amado. Em nenhuma delas Deus implora o amor de seus filhos. Pelo contrário. Ele diz ou parece dizer: as leis estão aí, cabe a vocês respeitarem-nas, porque fora da lei vocês estarão condenados a reparar tudo quanto fizerem.
Isto é, Deus não nos pega pela mão para atravessar o oceano da vida. Ele nos dá a oportunidade de aprender como fazer. Quem não tenha aprendido, ficará soçobrando até que a descoberta aconteça.
Esta interpretação parece mais real que a outra.
Seguimos discutindo estas hipóteses até que elas se tornem teses.
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