quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Suicidas (I)


Suicídio é caso de saúde pública

Encontramos um interessante estudo da psicóloga clínica, mestra em Psicologia, ex-professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo – CET, chamada Alice Kolachinski Brandão. Aborda o suicídio levando-se em conta sua epidemiologia e etiologia. Aponta sua etiologia nos transtornos do álcool, em pacientes psiquiátricos, em pacientes hospitalizados por patologias não psiquiátricas, por abuso de substâncias, por estresse emocional etc. Apresenta um caso de suicídio e, considerando-se alguns conceitos da psicanálise como o narcisismo, a pulsão de morte, a melancolia e o falso "self", levanta hipóteses objetivando suscitar algumas reflexões sobre o tema em questão.
·   Entre 1989 e 1998 os suicídios aumentaram 56,9%.
·   O índice brasileiro é de 4,9 suicídios para cada grupo de 100 mil habitantes.
·   O Rio Grande do Sul possui os índices mais altos: 11 para cada grupo de 100 mil habitantes.
·   Porto Alegre é a capital com maior taxa de suicídios (11,9/100 mil).
·   Entre 1993 e 1998, o número de jovens que tentaram o suicídio aumentou 40%.
No Brasil, 4,9 pessoas a cada 100 mil morrem por suicídio. É uma das menores médias do mundo. Os maiores índices são do Rio Grande do Sul (11 para cada 100 mil), sendo Porto Alegre a capital com maior taxa de suicídios (11,9 para cada 100 mil). A cidade brasileira com o maior índice é o Município de Venâncio Aires, com mais de 40 casos a cada 100 mil habitantes. Uma das causas apontadas é o agrotóxico Tamaron, utilizado em larga escala no cultivo do fumo.

·         A taxa global de suicídio no Brasil cresceu 21% em 20 anos. Os homens se suicidaram de 2,3 a 4 vezes mais que as mulheres e os idosos acima de 65 anos apresentaram as maiores taxas de suicídio. O estrato de jovens entre 15 a 24 anos foi o grupo de maior crescimento (1.900%).
·         CONCLUSÃO: A taxa de suicídio no Brasil, embora baixa, segue a tendência mundial de crescimento. Os idosos apresentam as taxas mais altas, mas, em números absolutos, a população jovem está se matando cada vez mais.
·         Em 1997 quase 1.500 jovens tentaram se matar no Brasil.
·         No mundo suicidam-se diariamente 2.000 pessoas.
·         Nos Estados Unidos são 30.000 suicídios por ano (quase 100 por dia).
·         No geral, 7% dos suicidas sofrem de dependência alcoólica.
·         Aproximadamente 90% de quem tenta o suicídio, avisa antes.
·         Em torno de 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva.
·         Quem já fez uma tentativa, tem 30% mais chances de repetir.
Atentemos para a exortação de Santo Agostinho:
(...) Até quando os vossos olhares se deterão nos horizontes que a morte limita? Quando, afinal, vossa alma se decidirá a lançar-se para além dos limites de um túmulo? Houvésseis de chorar a Vida inteira, que seria isso, a par da eterna glória e resignação? Buscai consolações para os vossos males no porvir que Deus vos prepara e procurai-lhes a causa no passado. E vós, que mais sofreis, considerai-vos os afortunados da Terra.
Comparando-se, então, os resultados que as doutrinas materialistas produzem com os que decorrem da Doutrina Espírita, somente do ponto de vista do suicídio, forçoso será reconhecer que enquanto a lógica materialista a ele conduz, a espiritual o evita, fato que a experiência confirma.
  

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