José Queid Tufaile Huaixan
A seguir, daremos alguns conselhos que achamos ser de utilidade aos que lidam com as sessões práticas de Espiritismo. São regras já conhecidas e que foram citadas por autores diversos. No entanto, nunca será demais as recordarmos, para facilitar o bom andamento dos trabalhos.
01) Nenhuma pessoa deve se colocar como dirigente de sessão prática de Espiritismo ou mesmo se posicionar como doutrinador, sem que tenha o conhecimento doutrinário suficiente para isso. Aos que postularem esse posto, será indispensável o estudo regular de O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns e O Livro dos Espíritos.
02) O dirigente das reuniões mediúnicas e os doutrinadores de modo geral devem portar-se com humildade e simplicidade seja nas sessões práticas ou fora delas. Devem lembrar-se que a verdadeira postura cristã nada tem a ver com aparências, nem com o tom de voz que se usa nas conversas empreendidas com os Espíritos.
03) Será indispensável que a reunião mediúnica seja precedida do estudo de uma lição de O Evangelho Segundo o Espiritismo ou de trecho de O Livro dos Espíritos, necessários à instrução moral e filosófica, e à formação do ambiente psíquico, propício ao bom andamento das atividades de intercâmbio entre os dois planos. Nas sessões de educação da mediunidade, após a explanação do Evangelho, uma lição de O Livro dos Médiuns poderá ser objeto de leitura e comentários.
Nota: Nos estudos que antecedem as atividades práticas de Espiritismo, não se substituirá os livros da Codificação por obras subsidiárias.
Nota: Nos estudos que antecedem as atividades práticas de Espiritismo, não se substituirá os livros da Codificação por obras subsidiárias.
04) Na organização da sessão prática, o dirigente deverá fazer o possível para dirigi-la com critérios racionais. Que o tempo disponível às comunicações dos Espíritos seja dividido em períodos distintos. O Período Instrutivo, será destinado às comunicações dos Benfeitores. O Período de Manifestações Espontâneas, que servirá às comunicações livres, seja de Espíritos sofredores, ignorantes ou maus. Por último, haverá o chamado Período das Evocações. É nele que serão evocados nominalmente Espíritos desencarnados diversos, para fins investigativos ou de instrução.
05) No trato com os Espíritos manifestantes, é conveniente que o doutrinador tenha idéia do sexo a que tenha pertencido o comunicante na sua última encarnação, simplesmente perguntando-lhe: "És um irmão ou irmã?". A partir daí, seguirá a linha psicológica ideal para a conversação. É desagradável conversarmos com alguém sem saber se lidamos com homem ou mulher.
06) Quando o doutrinador souber o tipo de Espírito que vai evocar (ou pelo menos suspeitar de sua natureza), ele deverá escolher um médium apropriado àquele tipo de comunicação. Para isso, deverá ter um bom conhecimento das potencialidades de todos os seareiros que compõem sua equipe de trabalho. Allan Kardec ensina que Espíritos turbulentos podem causar danos emocionais e orgânicos em médiuns demasiadamente delicados.
07) O doutrinador evitará discutir com Espíritos maldosos, que frequentemente procuram perturbar as sessões práticas fazendo insinuações malévolas. Quando algum Espírito maldoso se apresentar com essas características, ele será afastado dos trabalhos, assim que possível. Os Espíritos amigos darão a ele a assistência que for mais adequada.
08) Se forem observadas fixações mentais obsessivas que dificultem o esclarecimento do Espírito manifestante, o doutrinador poderá solicitar aos amigos do Plano Espiritual que utilizem do fenômeno de retrospecção mental, para ajudá-lo a lembrar-se de fatos ocorridos no passado. Isso facilitará a doutrinação.
09) As instruções morais e filosóficas dadas pelo doutrinador a um determinado Espírito, deverão sempre que possível, ser proferidas de modo coletivo. Normalmente, outras entidades desencarnadas portando problemas semelhantes, estão presentes à sessão. Elas poderão se beneficiar dos ensinamentos, mesmo sem se manifestarem nos médiuns. Lembremo-nos que o fenômeno de esclarecimento também acontece nas explanações doutrinárias que antecedem às sessões práticas e mesmo nas palestras públicas. Daí a importância da ação moralizadora do Evangelho de Jesus.
10) O doutrinador deverá sondar a intimidade do Espírito comunicante e conversar com ele utilizando de linguagem objetiva, evitando discursos filosóficos desnecessários. Muitas vezes um bom pensamento dirigido ao manifestante vale mais do que mil palavras. Recordemos que depois de conscientizados da Verdade, os Espíritos necessitados são encaminhados às colônias socorristas. Lá, eles terão acesso a uma gama enorme de conhecimentos, ministrados conforme as características espirituais de cada entidade.
11) O doutrinador deverá dirigir-se aos Espíritos inferiores e maléficos com autoridade moral e firmeza, evitando-se, porém, o azedume. Nesses casos, a benevolência deverá servir de elemento moderador à energia utilizada. Lembremos de que a autoridade moral é dada acima de tudo pelo exemplo da vida sadia.
12) Nas sessões práticas de Espiritismo, sempre que necessário, o doutrinador poderá solicitar a um dos Benfeitores espirituais que dê melhores explicações a respeito de dúvidas em torno da comunicação deste ou daquele Espírito (mesmo em torno das palavras dos instrutores). O responsável pelos trabalhos solicitará na sessão seguinte, que se esclareçam colocações que levantaram suspeitas.
Nota: Espíritos que se irritam quando são indagados a respeito de pontos obscuros nas comunicações, demonstram uma inferioridade suspeita.
Nota: Espíritos que se irritam quando são indagados a respeito de pontos obscuros nas comunicações, demonstram uma inferioridade suspeita.
13) O doutrinador evitará nas sessões práticas, que ocorram manifestações simultâneas de Espíritos perturbados ou perturbadores, pois que são desnecessárias e colocam em risco a ordem moral vibratória do ambiente.
Os adeptos das "comunicações simultâneas" justificam tais procedimentos, argumentando que é necessário atender um número maior de Espíritos carentes. Ora, mas se a doutrinação ocorre naturalmente no mundo invisível, provocada pela instrução doutrinária que antecede os trabalhos mediúnicos, pelas vibrações que emanam dos participantes e pela ação dos Espíritos superiores, não há motivos para se pensarem quantidade. Numa sessão prática de Espiritismo bem orientada, é preciso pensar em qualidade. Onde se comunicam dez entidades necessitadas, são doutrinados centenas de Espíritos.
Os adeptos das "comunicações simultâneas" justificam tais procedimentos, argumentando que é necessário atender um número maior de Espíritos carentes. Ora, mas se a doutrinação ocorre naturalmente no mundo invisível, provocada pela instrução doutrinária que antecede os trabalhos mediúnicos, pelas vibrações que emanam dos participantes e pela ação dos Espíritos superiores, não há motivos para se pensar
14) Na sessão prática de Espiritismo, a única pessoa que deve dialogar com os Espíritos manifestantes é o doutrinador. Exceção para as situações em que ele ou o dirigente da mesa autorizarem um outro participante a fazê-lo.
Nota: É desnecessária a ação ostensiva dos Espíritos instrutores, manifestando-se através de médiuns para doutrinar obsessores. Existem médiuns desorientados, que dão passividade a Espíritos que assumem o lugar do dirigente dos trabalhos de maneira arbitrária. Sabe-se que a influência dos Espíritos Benfeitores nas doutrinações é maior do que se imagina. Mas ela ocorre de maneira serena, ordeira e oculta, através da mediunidade natural do doutrinador ou dirigente da sessão.
Nota: É desnecessária a ação ostensiva dos Espíritos instrutores, manifestando-se através de médiuns para doutrinar obsessores. Existem médiuns desorientados, que dão passividade a Espíritos que assumem o lugar do dirigente dos trabalhos de maneira arbitrária. Sabe-se que a influência dos Espíritos Benfeitores nas doutrinações é maior do que se imagina. Mas ela ocorre de maneira serena, ordeira e oculta, através da mediunidade natural do doutrinador ou dirigente da sessão.
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