domingo, 16 de setembro de 2012

A Doutrinação dos Espíritos (VIII)


Terceira parte de “Tipos de Espíritos que se comunicam”

José Queid Tufaile Huaixan

16.Espíritos que pensam que estão ajudando - Alguns Espíritos se aproximam de encarnados com quem se afinizam ou com os quais tiveram algum tipo de ligação na última existência ou nas anteriores, com o objetivo de ajudar.
Como ainda são portadores de desequilíbrios, ou não sabem como ajudar, se transformam em instrumentos de perturbação.
O esclarecedor deve explicar-lhes que, mesmo sem o querer, eles influenciam os encarnados, interferindo em seus pensamentos e, às vezes, causando-lhes perturbações. Em virtude disto, se desejam auxiliar os encarnados, devem, antes de mais nada, aprender a ajudar, sem causar-lhes transtornos. Devem, portanto, recorrer às escolas espirituais, onde poderão se preparar adequadamente para estas tarefas.
Alguns Espíritos se recusam a separar-se do encarnado a quem estão intimamente ligados, por sentirem-se bem em sua presença ou por julgarem que o encarnado lhe pertence devido a compromissos estabelecidos no passado.
Neste caso, eles costumam aceitar a separação parcial, diária, para os treinamentos. Mais tarde, com os esclarecimentos que vão recebendo, eles compreendem a necessidade de uma separação mais demorada.
17.Espíritos em sono prolongado - Existem Espíritos que se manifestam protestando contra quem ameaça atrapalhar o seu sono e exigem que os deixem dormir.
Estão neste estado por verdadeira viciação mental, para fugir de dramas que provocaram, ou quando seguiram doutrinas que aceitam a Bíblia ao pé da letra, para aguardar o juízo final. Este últimos fazem uso de recursos de auto-sugestão para permanecerem dormindo por entenderem que devem permanecer neste estado até o momento do juízo.
Se o esclarecedor pode recorrer ao recurso do sono, em muitos casos, aqui deve agir ao contrário. Nos dois primeiros casos, deve esclarecer que o sono em excesso é doença e requer tratamento, razão por que serão levados a um ambiente hospitalar onde receberão o tratamento adequado. Devem, pois, colaborar, desde aquele momento, esforçando-se para não se entregar ao sono. Em seguida, pode pedir-lhes que sigam com os companheiros de equipe que estão encarregados de levá-los para o referido hospital.
Os Espíritos que estão aguardando o juízo devem receber tratamento diferente. Como estas são convicções inabaláveis, o que costuma dar melhores resultados é pedir-lhes que ouçam primeiro os esclarecimentos que os pastores evangélicos têm a dar-lhes. De um modo geral, eles aceitam. Então o esclarecedor roga a Jesus que envie tais trabalhadores e pede aos Espíritos que os acompanhem.
Conclusão – Queremos concluir o estudo sobre a doutrinação de Espíritos, lembrando que a Codificação nos fornece bases seguras para a instrução proveitosa e o diálogo com os Espíritos desencarnados, seja de que natureza forem. Instruções dadas em sentido contrário ao que está exposto nas obras de Allan Kardec, devem ser consideradas somente como opinião pessoal de pessoas, médiuns ou Espíritos e não podem ser tomadas como regras para orientarem procedimentos em torno do serviço mediúnico. As obras ditadas por instrutores desencarnados, vindas ao plano material pelas mãos de médiuns conhecidos, tais como Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco, José Raul Teixeira e outros, merecem especial atenção dos estudiosos da Doutrina. No entanto, se esses livros apresentarem pontos divergentes com as instruções das Obras Básicas, o dirigente ou doutrinador deverá ficar ao lado da Codificação. Com ela, certamente terão menor probabilidade de se envolverem com Espíritos embusteiros e pseudo-sábios. O estudo criterioso, disciplinado e constante das obras básicas da Codificação Kardequiana é o leme seguro no qual devemos nos firmar para seguir com tarefa tão nobre e necessária para nosso adiantamento espiritual.

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