sábado, 21 de julho de 2012

Colocando mais luz sobre o nevoeiro


011. Jesus depois da cruz

Tanto quanto o anúncio da vinda do Messias, a sua morte também foi prevista nas escrituras sagradas, fruto das chamadas profecias. Repete-se a tese de que Ele foi homem de carne e osso, como os demais homens, porém com a diferença de possuir um dos espíritos mais evoluídos do plano divino. É mais coerente aceitar tratar-se de um espírito altamente evoluído em trânsito pela matéria do que ter sido concebido no ventre de Maria através de inseminação. É certo também que foi uma tarefa das mais difíceis para o plano divino não só inseri-lo num corpo humano como também matá-lo e ressuscitá-lo tal como anunciavam as profecias e como narram as escrituras sagradas.
Vamos ao que ocorreu em Jerusalém naquela tarde de sexta-feira: Pilatos, tão logo decidiu pela crucificação de Jesus, atendendo à elite judaica por pressão de Roma, que assim reivindicava, e atendendo à massa farisaica que se prestava a fazer eco a essa reivindicação, entrou em depressão, sofreu muito. Quando, à mesma hora da execução, a luz do sol desapareceu, como se a noite estivesse chegando, o promotor Pilatos ficou traumatizado. Fez de tudo para evitar que aquele inocente, possível Messias enviado por Deus, fosse mesmo morto. Ordenou aos soldados romanos e foi ajudado por José de Arimatéia, que afastassem a multidão que ali permanecia aguardando a consumação daquilo que o próprio Jesus anunciara (João 19;31-32). Com isso, Pilatos poderia completar a já decidida “operação salvação”. E assim fez. Não deixou que com Jesus fosse aplicada a prática tradicional da quebra dos ossos de suas pernas. Os dois ladrões que ladeavam o Messias, depois da retirada do corpo de Jesus da cruz, tiveram as suas pernas quebradas. Jesus não passou por isso, o que teria dificultada a sua ressuscitação. (João 19, 32-33).
Chamando a José de Arimatéia, então senador e tio de Jesus, Pilatos autorizou a entrega do corpo, que foi retirado da cruz (Marcos 15;42-45). Com Arimatéia, estava Nicodemos, médico curador essênio, que portava um composto de mirra e aloés, um poderoso cicatrizante. Está em João 19: “36 Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado( Ex 12,46). 37 E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10). 38 Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. 39 Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. 40 Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar”.
 A sepultura oferecida ao Messias não foi convencional e nem no cemitério tradicional; foi num horto, bem próximo do local da crucificação, e pertencia ao seu rico tio José de Arimatéia. O local fora guardado por sentinelas destacados pelos “príncipes da igreja e pelos fariseus”, como registram as escrituras. Isso era necessário, pois o corpo ali depositado era de um homem adorado pelo povo e odiado por seus inimigos, o que poderia produzir atos de comoção.
No domingo pela manhã, Jesus não mais estava no sepulcro do horto. Tinha revivido. “Elas foram ao sepulcro antes do nascer do sol e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que ele está vivo”. (Lucas 24; 22,23) Ressuscitara no próprio corpo que possuía. Para sair da tumba sem ser incomodado pelos guardas, hipnotizou-os; Ele tinha capacidades para mais do que isso.
Como previram as escrituras, Ele apareceu inicialmente àquela que se disse ser sua esposa, Maria Madalena, depois encontrou-se com os seus apóstolos em local não citado e em mais vezes também, já na Galiléia. João diz que uma dessas vezes foi ao redor do Lago Teberíades, na Galiléia, quando ocorreu um episódio interessante: os seus discípulos, que conheciam bem o assunto relacionado com as comunicações espirituais, quando o viram pensaram tratar-se do espírito de Jesus. E é o próprio Jesus que os adverte: Sou eu, em carne e osso; apalpai e vêde! (Lucas 24, 37-49). E realmente, era o corpo material de Jesus que ali estava, sentindo fome, como de fato, sentiu, tanto que comeu um pedaço de peixe e um favo de mel.
Para reforçar que ali estava Ele em carne e osso, disse: O Espírito (prometido de meu Pai) eu vos mandarei”. (Lucas 24, 49). Também reforça a hipótese do corpo físico ali presente, a dúvida de Tomé, afastada pelo toque de mão nas feridas do corpo do Mestre.
Ao saber que o condenado da sexta-feira havia ressuscitado, as autoridades judaicas e romanas ficaram preocupadas e tentaram localizá-lo, mas foi em vão. Para segurança do próprio Messias e, segundo fontes, de sua esposa, grávida, José de Arimatéia os embarcou com destinos diferentes: Jesus foi deixado em Kashmyr, na Índia, para tratar de seus ferimentos que purgavam. E Madalena foi levada à França, onde permaneceu anônima e deu à luz uma linda menina, de cuja descendência teve origem a dinastia merovíngia, com poder real sobre uma vasta região européia entre os séculos V e VII. A gravidez de Madalena ganhou ares misteriosos por ter sido guardada e protegida como sendo o Santo Gral, o sangue real, o vaso no qual foi depositado o sangue de Jesus, a vida de um descendente seu.
Em 1949, o jornal “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, publicou um longo artigo, no qual confirma a sobrevida física de Jesus e a sua morte em Kashmyr, na Índia, alguns meses depois de deixar a Palestina, vítima de infecção nos cortes recebidos quando da crucificação. Um túmulo misterioso, segundo o mesmo jornal, é venerado e numerosamente visitado pelos muçulmanos em Kashmyr.
Assim este poderoso Espírito deixou o corpo e foi ocupar o seu lugar na hierarquia celeste.

Nenhum comentário:

Postar um comentário