domingo, 22 de julho de 2012

Até isso se disse...


012. Jesus, um grande embuste

Para os fariseus, Jesus não passou de um embuste. Não nasceu como Messias e não morreu como Messias. O seu retorno à vida, nesse caso, não foi de outro modo senão através do ressuscitar, eis que ele voltou a viver exatamente nas mesmas condições e no mesmo corpo. Quanto a esta última parte podem estar certos os fariseus. Para os romanos, Jesus não passou de um radical agitador e, de certa forma, impostor, pois até se disse que seria herdeiro do trono de Davi.
Ocorre que, seguindo as profecias anunciadas desde mais de 500 anos antes, haveria um Messias, traria o advento de uma nova era, seria crucificado e ao terceiro dia ressurgiria de entre os mortos. Se assim estava escrito, como, de fato, estava, não se quebrariam seus ossos. Ninguém anda sobre as pernas quebradas. Por que não aceitar que até mesmo o remorso de Pilatos e a sua desesperada providência para salvar a vida do condenado, tenham feito parte do plano divino?
Jesus teria morrido na cruz? Sim. Antes dos dois outros crucificados? Sim. Espíritos de elevada luz, como é o caso, se desprendem da matéria com enorme facilidade. Voltou ao mesmo corpo depois de morto? Sim. Todos sabemos que antes que a matéria se deteriore (este foi o caso), isto é plenamente possível. Ainda mais para um terapeuta da sua qualidade. Os faquires indianos fazem coisas muito parecidas.
A tese de que tenha ocupado o mesmo corpo, é reforçada pela Bíblia, quando: (a) afirma que no domingo o corpo não foi encontrado na sepultura; (b) o próprio Jesus afirma “sou eu, em carne e osso, vêde!”; (c) afirma que Tomé, para crer, precisou colocar o dedo nas feridas do corpo físico do Mestre.
Para derrubar a tese de embuste esposada por quem quer que seja, é preciso lembrar: Não houve outro Messias até hoje, 20 séculos depois. Se aquele não foi o Messias esperado pelos judeus, mentiram todos os seus profetas, fracassaram todas as suas profecias. Sendo assim, rasguem-se todas as Escrituras!
Para derrubar a tese de que Ele é Deus, todos os fatos a Ele relacionados avançam em sentido contrário: ele orava para Deus; pedia piedade a Deus ante a sua finitude humana.

A igreja e os extraterrestres

A interpretação bíblica para a ressurreição de Jesus, na versão oferecida pela Igreja Romana, dá o corpo aparecido para os apóstolos como um ente espiritual fluídico. Mas não explica a inexistência de um corpo físico, o do defunto Jesus, que deveria ter permanecido na tumba, como ocorre com todos os corpos das pessoas que morrem. Esse desapareceu?
Existe até a gozação maldosa insinuando que os romanos assassinaram Jesus, colocaram a culpa nos judeus, ocultaram o cadáver e roubaram para si toda a herança filosófico-religiosa deixada pelo condenado.
O livro “A voz dos extraplanetários” (Editora Pongetti, Rio, 1972), de Ashtar Sheran, hipotético habitante de Methária, planeta do sistema solar de Alfa Centauro, transmitido à Terra através do processo telepático envolvendo o médium alemão, de Berlim, Herbert Victor Speer, apresenta outra versão para o nascimento e para a morte de Jesus. Sheran, que se diz comandante de naves espaciais que visitam a terra, narra que a luz que guiou os magos a caminho de Belém, era um disco methariano. Sua função era exatamente guiar os magos para que encontrassem o menino recém deixado na Terra. A outra revelação fala da ascensão de Jesus. Confirma que Jesus escapou vivo da cruz, recuperou-se em poucos dias e foi apanhado em Betânia por um disco que o levou para o Tibet, mais especialmente para Kashmyr, entre Índia e Paquistão, onde viveu por um bom tempo e morreu muito velho e muito venerado pelos tibetanos.     
        
Um retumbante “cala a boca”

O episódio último da carreira pessoal e humana de um jovem senhor chamado Joshua Bar Levi, que foi traduzido para Jesus, para muitos dos indiferentes cidadãos da época e para os seus inimigos, poderia encerrar a sua biografia com a morte na cruz, colocando nela um ponto final, indicando ao leitor judeu a necessidade de virar a página e esperar por outro personagem que pudesse merecer registro como possível Messias esperado. Essa parece ser a posição da maioria judaica, ainda à espera do “seu” messias.
Seria diferente se tudo isso tivesse ocorrido em 1995 ou 1996 de nossa era, por exemplo, que a propósito é a nossa efetiva entrada no século XXI (eis que existe uma diferença de 4 anos na conta do calendário atual). Com os meios de que dispomos hoje, poderíamos sair pelo mundo a procura de depoimentos sobre o personagem em questão. O resultado desse trabalho, com grande parte dos entrevistados seria óbvio: trata-se de um agitador da pesada, diria o banqueiro de Londres, referendado pelo industrial de Wall Street; um incomparável líder de massas, diria o intelectual da Sourbone referendado por um trabalhador do ABC paulista. Poucos, porém nos dias atuais, se deteriam sobre a sua obra e sobre o que ela representou antes, durante e depois de sua curta existência na Palestina. E hoje, quando lêem sobre Ele, não entendem ou não levam a sério. Têm mais o que “fazer”. A correria entre o escritório e a escola, o leva e traz dos filhos, o jantar com os amigos, a compra das passagens para as férias de verão, aquela passada no supermercado, as ligações telefônicas pendentes, a consulta à Internet, o congestionamento do trânsito, consomem todo tempo. O homem e a mulher de hoje, os jovens e as crianças de hoje não têm tempo para “filosofias” que não sejam estudo, trabalho e lazer.
Jesus não teve mais que quatro anos de vida pública. Os profetas que o precederam, são citados sempre com mais de 100 anos de vida, 80 ou mais dos quais produtivos. Note-se que nesses curtos meses de atuação na Palestina, Jesus realizou 46 milagres, três dos quais com sua própria pessoa. Sozinho, fez mais profecias que todos os demais profetas somados.
Quem tiver o cuidado de pesquisar os evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), verá que ele devolveu a visão a quatro cegos (Bartimeu e mais três anônimos); curou de doenças várias, o filho de um oficial romano, um senhor com hidropisia, onze leprosos, três mulheres (uma com a mão seca, uma encurvada e uma com hemorragia); reimplantou a orelha de Malco; curou um paralítico; liberou oito pessoas possessas por espíritos sofredores; devolveu a vida a três pessoas (Naim, Lázaro e a filha de Jairo); curou a sogra do apóstolo Pedro; um surdo-mudo; transformou água em vinho; transfigurou-se com Elias e Moisés ante três de seus apóstolos; acalmou uma tempestade; realizou uma pesca impossível; fez duas multiplicações de pães; passou incólume pelos seus inimigos; passou por uma porta trancada; caminhou sobre as águas; e ressuscitou ele próprio da tumba onde sepultaram seu corpo, afastando uma pedra com enorme peso.
Algumas de suas profecias foram logo cumpridas, como a destruição de Jerusalém; outras cumpriram-se bem mais tarde e algumas talvez ainda não se cumpriram.
No caso de Jerusalém, usou de precisão: previu que o inimigo construiria em torno da cidade uma fortificação com estacas pontiagudas, evitando a saída do povo e promovendo um cerco mortífero, que culminaria com o fim (não restará pedra sobre pedra). Mas, disse aos seus fiéis: quando virdes a cidade sitiada, fugi para os montes para escapar da destruição.
Na obra de Flávio Josefo, escritor contemporâneo de Jesus, lê-se que o exército romano, sob o comando de Céstio Galo investiu contra Jerusalém no ano 66 d.C. e quando o sítio à cidade quase se completava, inexplicavelmente houve um recuo, só voltando a atacar quatro anos mais tarde, com o exército já então sob o comando de Tito, quando se instalou a paliçada em torno da cidade, tal como Jesus predisse (Lucas 19, 43s, 20s). O historiador Eusébio narra que após o primeiro cerco, milhares de cristãos abandonaram da cidade, nela ficando os incrédulos. Morreram 110 mil deles e 97 mil foram levados cativos.
Muitas de suas profecias, dado o seu impacto, não eram para aqueles dias. Os analistas só entenderam o alcance de algumas de suas predições somente neste último século. Nos capítulos 24 de Mateus, 13 de Marcos e 21 de Lucas, está prevista a primeira Grande Guerra (1914-18), principalmente porque ela representou o fim de uma era de paz entre as nações. Ao promover a morte de 14 milhões de pessoas, essa primeira guerra inaugurou a fase das metralhadoras, dos tanques, dos submarinos, dos aviões e dos gases venenosos. Em seguida, veio a segunda Grande Guerra: 55 milhões de mortos e a entrada em ação da bomba atômica. Nas guerras que se seguiram morreram outros 150 milhões.
Uma sucessão de terremotos, não comuns à época das profecias e que se desencadearam no século XX na América e na Ásia, também foram previstos por Ele. Assim como a visita dos discos voadores. Ele previu doenças e pestes. Em 1918, a gripe espanhola matou 21 milhões de pessoas.
Levantar-se-á nação contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu (Lucas 21, 10-11).
Há quem aceite que o advento da AIDS (transmitida inicialmente pelo sexo anal) também está descrito na Bíblia, embora não como profecia de Jesus, mas sim de Paulo, em Romanos 1, 27: “Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario”.
Por ser um contágio que atingiu primeiro os homossexuais, existem pessoas ligando esta profecia e esta doença. Lembremo-nos de que a AIDS no início foi apresentada como uma doença gay.
Ele, enfim, previu a violência, o assassínio, o roubo, o estupro, o terrorismo, a corrupção e possivelmente as drogas. O fez, evidentemente, não só para a Palestina, porque a suas palavras tinham e têm âmbito universal.
Em compensação, deixou palavras de consolo. O Espírito da Verdade viria à frente de um tempo de paz e amor, seguindo-se a instalação do Reino de Deus na Terra, para todos os homens. Também essa profecia está se cumprindo e cumprir-se-á integralmente no terceiro milênio da era cristã, é crença de muita gente. Precisa ser. Se não, a vida aqui na Terra correrá perigo.
Como dissemos, cumpriram-se todas (algumas quiçá ainda não) as suas profecias. Dele se disse: nascerá em Judá, descendente de Davi, e assim aconteceu. Que seria traído por 30 moedas de prata, e o seu traidor recebeu efetivamente esse número. Que seus inimigos cuspiriam nele, zombariam dele enquanto pregado na cruz, e tal aconteceu. Que teria o seu corpo traspassado, mas não sofreria fraturas, e tal aconteceu, mesmo estando ao lado de outros dois condenados que tiveram as suas pernas quebradas. Que suas vestes seriam sorteadas, e ele assistiu os soldados romanos assim procedendo. Em nenhum dos casos citados, Ele teve o controle da situação ou a oportunidade de providenciar a encomenda para que tais profecias sobre Ele pudessem cumprir-se ou não. Em nenhuma profecia foi previsto que Ele pediria indulto ao governador da região, como era um direito seu. E Ele efetivamente não pediu.
Esse personagem não foi um homem comum. Homem de carne e osso sim, comum não. Um homem comum não seria capaz de tudo isso e muito mais que aqui não está escrito e quiçá nem registrado na Bíblia e na História. Menos da metade das suas obras seriam suficientes para acabar com as discussões, suspeitas e dúvidas que são, infelizmente, levantadas a seu respeito por setores religiosos que não o aceitam.
Nem mesmo as ironias têm como prosperar. Um gênio capaz de produzir os milagres que produziu e de prever o futuro como previu, não precisaria recorrer a embustes para encerrar gloriosamente a sua passagem entre os homens. Não, mesmo!
Preconceitos vis e paixões exageradas em pessoas e grupos, realimentados por seitas e religiões interesseiras mascaram, tentam mudar e alterar a verdade e dão curso a um milhão de besteiras que em Seu nome são praticadas. Infelizmente.

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