segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Reescrevendo nossa história


Os equívocos da cultura dos imperadores

A grande arrancada do Conhecimento Sagrado iniciou-se na Grécia nos últimos 600 anos antes de Cristo e ali mesmo foi sufocado pelo Império Helênico a partir de Alexandre – o Grande – e seus sucessores. Numa ânsia assassina de poder e conquistas, os imperadores invasivos, todos eles, passando por Napoleão e culminando com os reinos que dominaram o Novo Mundo descoberto por Colombo, repito, todos eles foram submetendo pessoas e trucidando outras que não se submetessem a eles ou pudessem representar obstáculos à sua dominação.

Incluo nesta lista o mais antigo dos impérios ocidentais, a Igreja de Roma.

Por conta de sua ânsia dominadora, mandaram escrever nos livros de história do mundo que haviam descoberto a América, em 1492. Descobriram coisa nenhuma. Invadiram. O continente se encontrava habitado por 80 milhões de almas e possuía uma cultura em vários aspectos superior à cultura europeia. Não havia desenvolvimento em áreas que para eles não havia interesse. E o seu interesse era maior quanto ao Conhecimento Sagrado e quase nada nas questões bélicas, marítimas e econômicas.

Nada ou quase nada restou de sua cultura justamente porque o invasor não tinha outro interesse, queria apenas a riqueza do novo continente. A expansão promovida inicialmente pelos europeus, a partir do século XV, sobre a égide do capitalismo que se afirmava, foi um meio doloroso que, como um difícil parto, trouxe à luz a aldeia global. Aldeia global que não temos e dificilmente teremos enquanto perdurar a mesma mente dominadora e invasora.

Somos diferentes, como diferentes são as pessoas dentro de uma mesma família. O único traço comum é o caminhar para Deus, a que estamos condenados e que muita gente ignora.

O saber antigo

Os povos antigos da América sabiam de ciclos de tempo, que regem a dinâmica histórica dentro da perspectiva cósmica e anunciam que, cumprida uma expansão vem uma recessão. Quem não respeita esse pêndulo, faz guerra para escapar dele e se afoga no próprio sangue.

Quando Colombo chegou à baía de Guanahani, em 1492, fechava-se um ciclo Pachacuti de 500 anos e estava iniciando um novo. O que veio era de  Yang, masculino da civilização ocidental, industrial, capitalista, urbana e individualista e materialista, uma inversão da polaridade histórica que estava ocorrendo.

Desde 1992 abriu-se o tempo de novo Pachacuti, Yin, feminino, amoroso, intuitivo e solidário, um retorno às culturas arcaicas como um chamado, inclusive anunciado através das inúmeras profecias indígenas que previam a pacificação do branco e a tolerância e união dos povos.

A resistência, como ocorre nos Estados Unidos com a eleição de Trump, é o estertor da morte do tempo velho, uma espécie de acelerador para que o tempo novo chegue mais rápido.

Na Profecia do Arco-Íris, de tribos da América do Norte, os seres humanos irão se reconhecer como irmãos, gerados em um sublime e divino ato de amor pela mãe-terra, Pachamama e pela humanidade.

O espetáculo de solidariedade havido pelos mortos do acidente que matou quase todos os ocupantes do avião que transportava a equipe da Chapecoense, é algo que há 20 anos não seria pensado. Agora é.

Existe uma profecia tibetana que anunciou a invasão chinesa e o deslocamento da polaridade energética planetária do hemisfério norte - que tinha na região do Himalaia sua fonte irradiadora no monte Everest (de 8.848m de altitude) – , para a região da Cordilheira dos Andes, na América do Sul, tendo o Aconcágua (com 7.021 metros de altitude), como seu pico sagrado de energia planetária.

Surpreendentemente, os pontos mais altos dos dois hemisférios do planeta, representados pelo Aconcágua, no sul, e Everest, no norte, encontram-se ambos entre as latitudes 20º e 40º (sul e norte). Além disso, enquanto a cordilheira do Himalaia segue as longitudes de 70º a 90º leste, a cordilheira dos Andes está entre 60º e 80º de longitude oeste.

Também não deixa de ser surpreendente que uma profecia idêntica tenha sido revelada a um xamã do povo Maia dos altiplanos da Guatemala, pelos anciões deste mesmo povo. Sem conhecer o mapa mundi, os anciões indicaram o Tibet e revelaram que dali partiu a corrente energética que deve percorrer a coluna vertebral do planeta - representada por cadeias de montanhas - passar pela China, subir a parte oriental da Rússia, atravessar para o Alaska e dali "descer" pelas montanhas rochosas na América do Norte até o México, seguindo pela Guatemala até chegar ao Aconcágua. Tudo para ativar os centros energéticos da Pachamama.

Atualmente muito já se sabe e foi difundido sobre as tradições e sabedoria dos povos orientais como chineses, hindus, japoneses e tibetanos; porém, coerente com a ideia de alternância de polaridades, a cultura ameríndia deve ser resgatada e reexaminada; não para substituir os ensinamentos e tradições de outros povos, mas somar a esses, num processo dialético para estabelecer a síntese de uma cultura planetária comprometida com a Terra e com as gerações futuras de seres humanos.

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