Um
Cristo ainda mais esotérico
Sempre
haverá polêmica sobre o que teria feito Jesus entre os 13 e 30 anos. Foi
estudar, pois como todos os meninos de todos os tempos nasceu analfabeto e seu
pai, o construtor José Ben Levi era um homem de posses de podia bancar seus
estudos. Pouco se sabe por onde andou o futuro messias. O certo é que voltou
homem feito, cabelos longos ao estilo essênio, falando muito bem e praticando
curas.
Outra
polêmica envolve o que teria feito Jesus a partir do domingo da ressurreição
uma vez que não morreu na cruz ou, se morreu, retornou à vida.
Outra
polêmica talvez mais amena é quanto ao uso por parte d’Ele de dois estilos de
discursos, um mais didático, geralmente por parábolas rurais, pois falava para
agricultores, pastores e pescadores e um mais erudito quando falava para o seu círculo
mais íntimo de apóstolos ou discípulos. Em várias passagens dos evangelhos esta
realidade está presente e inclusive entre os seus mais diretos seguidores também
havia uma escala de precedência: para o episódio da Transfiguração (quando seu
corpo se transformou em névoa luminosa e se lhes apareceram os Espíritos de
Moises e Elias), estavam com Ele apenas Pedro, Tiago e João. E mais: Jesus
ainda pede segredo quanto àquilo que tinha ocorrido.
Pois,
quanto ao que fez e onde viveu Jesus após superar o episódio da cruz, temos de
ir buscar informações nos evangelhos chamados apócrifos, isto é, não incluídos
entre os 27 livros escolhidos pela comissão de analistas do Império Romano para
compor a doutrina (Novo Testamento) da futura igreja que nem se chamaria
cristã, livros esses que desde algumas décadas vem tirando o sono dos líderes
dessa mesma igreja. Um desses livros, possivelmente o mais polêmico porque
enaltece a mulher, coisa que a igreja de Roma não fez, é, justamente, o
Evangelho de Madalena, uma figura de destaque entre os apóstolos, uma líder,
muito mais por sua sabedoria do que pelo outro motivo que lhe atribuem, o de
ter sido, possivelmente, a esposa de Jesus.
No
Evangelho de Madalena Jesus Cristo é apresentado em trabalho por um longo tempo
a conversar e a ensinar apenas aos seus mais diretos discípulos, aonde se
revela em toda a sua magnitude como um gnóstico, um mestre do esoterismo, a
indicar que dentre as escolas que frequentou poderia estar a poderosa Escola de
Alexandria, onde se concentrava o mais avançado conhecimento de Deus daquela
época. Apesar de destruída pelo fogo a mando de Júlio César (48 a.C.),
imperador de Roma, coube a ela antes e depois desse episódio, amparar uma
plêiade de pensadores que revolucionaram o saber acadêmico em sequência ao
trabalho dos filósofos gregos (Sócrates, Platão, etc.).
Mais
uma vez em três episódios os poderosos aparecem para obscurecer a humanidade: um
tribunal viciado pelos imperadores que o constituíram condenou Sócrates; um
imperador ensandecido manda destruir a mais importante biblioteca da época; um
punhado de judeus fanáticos influi na decisão romana pela condenação de Jesus.
Três
passos para trás
O
que queriam os seguidores de Sócrates por sua influência: segundo o Paradoxo
Socrático (ideias defendidas por Sócrates na condição de paradoxo - vão contra
(para) a opinião (doxa) comum)? Pouco. Muito pouco se levarmos em conta os 20
séculos de atraso sofridos pela cultura ocidental:
"A
virtude é um conhecimento"; "Ninguém faz o mal voluntariamente";
"As virtudes constituem uma unidade"; "É preferível sofrer
injustiça do que cometê-la", "jamais se deve responder à injustiça
pela injustiça, nem fazer mal a outrem, nem mesmo àquele que nos fez mal".
Sócrates
afirmava que "Ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância, pois
a sabedoria e a virtude são inseparáveis."
O
que queriam os gnósticos que à época tinham Alexandria como capital mundial da
excelência do saber? Muito talvez. Que Deus não é propriedade de nenhum poder
terreno.
O
que queria Jesus? Tudo. Somos todos irmãos e o Amor é o caminho para que vier.
Os
três passos para trás jogaram as virtudes no poço escuro da ignorância; Deus se
tornou posse de muitas organizações terrenas; a morte do homem pelo homem é a
maior demonstração de que não somos humanos.
Trecho
da cátedra do Cristo Ressuscitado
Durante
mais de onze anos, Cristo permaneceu em contatos frequentes com seus mais
diretos seguidores em que a liderança pertenceu à Madalena. Em seu evangelho,
Madalena escreve que sons e palavras são energias que se correspondem pelas
vibrações com “sete vozes” que atuam em nossos corpos. E diz do que Cristo
ensinou: “o elo do som e o elo da palavra unem-se pelo uso da vibração dos Nomes
de Deus para desenvolver a criação segundo um Projeto Divino”. Aqui temos um
profundo ensinamento de cura não apenas para o corpo terreno com os seus sete
selos ou mundos moradas, mas se estende até o Eu Superior com os seus sete
selos ou chakras adicionais. O Eu Superior é como um gêmeo para os sete selos
inferiores com os quais eles precisam estar alinhados.
Quem
hoje esteja informado sobre a Medicina Vibracional e as curas operadas pelas
pela manipulação mental da energia, estará entendendo que há dois mil anos o
esotérico e gnóstico Jesus já possuía esse conhecimento.
Mas,
muito se perdeu. Iremos detalhar em outra publicação o que houve com os
apóstolos logo nos primeiros anos de peregrinações e trabalhos de doutrina e
cura na sequência dos fatos do Gólgota. A oposição pegou pesado, os governantes
passaram a persegui-los e os apóstolos ficaram atordoados desejando que Jesus
voltasse às praças públicas. Mas, assim não era para ser. Jesus saiu da
Palestina e a doutrina que mais se difundiu foi a Paulo de Tarso, que nem
apóstolo era.
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