segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Jesus ressuscitado


Um Cristo ainda mais esotérico

Sempre haverá polêmica sobre o que teria feito Jesus entre os 13 e 30 anos. Foi estudar, pois como todos os meninos de todos os tempos nasceu analfabeto e seu pai, o construtor José Ben Levi era um homem de posses de podia bancar seus estudos. Pouco se sabe por onde andou o futuro messias. O certo é que voltou homem feito, cabelos longos ao estilo essênio, falando muito bem e praticando curas.

Outra polêmica envolve o que teria feito Jesus a partir do domingo da ressurreição uma vez que não morreu na cruz ou, se morreu, retornou à vida.

Outra polêmica talvez mais amena é quanto ao uso por parte d’Ele de dois estilos de discursos, um mais didático, geralmente por parábolas rurais, pois falava para agricultores, pastores e pescadores e um mais erudito quando falava para o seu círculo mais íntimo de apóstolos ou discípulos. Em várias passagens dos evangelhos esta realidade está presente e inclusive entre os seus mais diretos seguidores também havia uma escala de precedência: para o episódio da Transfiguração (quando seu corpo se transformou em névoa luminosa e se lhes apareceram os Espíritos de Moises e Elias), estavam com Ele apenas Pedro, Tiago e João. E mais: Jesus ainda pede segredo quanto àquilo que tinha ocorrido.

Pois, quanto ao que fez e onde viveu Jesus após superar o episódio da cruz, temos de ir buscar informações nos evangelhos chamados apócrifos, isto é, não incluídos entre os 27 livros escolhidos pela comissão de analistas do Império Romano para compor a doutrina (Novo Testamento) da futura igreja que nem se chamaria cristã, livros esses que desde algumas décadas vem tirando o sono dos líderes dessa mesma igreja. Um desses livros, possivelmente o mais polêmico porque enaltece a mulher, coisa que a igreja de Roma não fez, é, justamente, o Evangelho de Madalena, uma figura de destaque entre os apóstolos, uma líder, muito mais por sua sabedoria do que pelo outro motivo que lhe atribuem, o de ter sido, possivelmente, a esposa de Jesus.

No Evangelho de Madalena Jesus Cristo é apresentado em trabalho por um longo tempo a conversar e a ensinar apenas aos seus mais diretos discípulos, aonde se revela em toda a sua magnitude como um gnóstico, um mestre do esoterismo, a indicar que dentre as escolas que frequentou poderia estar a poderosa Escola de Alexandria, onde se concentrava o mais avançado conhecimento de Deus daquela época. Apesar de destruída pelo fogo a mando de Júlio César (48 a.C.), imperador de Roma, coube a ela antes e depois desse episódio, amparar uma plêiade de pensadores que revolucionaram o saber acadêmico em sequência ao trabalho dos filósofos gregos (Sócrates, Platão, etc.).

Mais uma vez em três episódios os poderosos aparecem para obscurecer a humanidade: um tribunal viciado pelos imperadores que o constituíram condenou Sócrates; um imperador ensandecido manda destruir a mais importante biblioteca da época; um punhado de judeus fanáticos influi na decisão romana pela condenação de Jesus.

Três passos para trás

O que queriam os seguidores de Sócrates por sua influência: segundo o Paradoxo Socrático (ideias defendidas por Sócrates na condição de paradoxo - vão contra (para) a opinião (doxa) comum)? Pouco. Muito pouco se levarmos em conta os 20 séculos de atraso sofridos pela cultura ocidental:

"A virtude é um conhecimento"; "Ninguém faz o mal voluntariamente"; "As virtudes constituem uma unidade"; "É preferível sofrer injustiça do que cometê-la", "jamais se deve responder à injustiça pela injustiça, nem fazer mal a outrem, nem mesmo àquele que nos fez mal".

Sócrates afirmava que "Ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis."

O que queriam os gnósticos que à época tinham Alexandria como capital mundial da excelência do saber? Muito talvez. Que Deus não é propriedade de nenhum poder terreno.

O que queria Jesus? Tudo. Somos todos irmãos e o Amor é o caminho para que vier.

Os três passos para trás jogaram as virtudes no poço escuro da ignorância; Deus se tornou posse de muitas organizações terrenas; a morte do homem pelo homem é a maior demonstração de que não somos humanos.

Trecho da cátedra do Cristo Ressuscitado

Durante mais de onze anos, Cristo permaneceu em contatos frequentes com seus mais diretos seguidores em que a liderança pertenceu à Madalena. Em seu evangelho, Madalena escreve que sons e palavras são energias que se correspondem pelas vibrações com “sete vozes” que atuam em nossos corpos. E diz do que Cristo ensinou: “o elo do som e o elo da palavra unem-se pelo uso da vibração dos Nomes de Deus para desenvolver a criação segundo um Projeto Divino”. Aqui temos um profundo ensinamento de cura não apenas para o corpo terreno com os seus sete selos ou mundos moradas, mas se estende até o Eu Superior com os seus sete selos ou chakras adicionais. O Eu Superior é como um gêmeo para os sete selos inferiores com os quais eles precisam estar alinhados.

Quem hoje esteja informado sobre a Medicina Vibracional e as curas operadas pelas pela manipulação mental da energia, estará entendendo que há dois mil anos o esotérico e gnóstico Jesus já possuía esse conhecimento.

Mas, muito se perdeu. Iremos detalhar em outra publicação o que houve com os apóstolos logo nos primeiros anos de peregrinações e trabalhos de doutrina e cura na sequência dos fatos do Gólgota. A oposição pegou pesado, os governantes passaram a persegui-los e os apóstolos ficaram atordoados desejando que Jesus voltasse às praças públicas. Mas, assim não era para ser. Jesus saiu da Palestina e a doutrina que mais se difundiu foi a Paulo de Tarso, que nem apóstolo era.    


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