O
Jesus católico, judeu e protestante
O
Natal Cristão chama-nos a refletir com Jesus.
Começo
por questionar: há quem mergulhe na história da Palestina do século I de nossa
era e volte de lá convencido de que Jesus não existiu de fato como o
concebemos, que haviam muitos pregadores iguais ou quase iguais a ele e que
juntando pedaços de uns e outros criou-se, idealizadamente, o que concentramos
numa única pessoa de nosso conhecimento.
Prossigo
questionando-me do que porquê os religiosos dos séculos III a XIV fizeram
tantas manobras para nos convencer que Jesus não é fruto das relações
matrimoniais de José e Maria e para nos dizer que Ele subiu aos céus no pleno
uso do próprio corpo, depois de haver morrido na cruz e de ressuscitar e andar
pelas ruas no mesmo corpo que foi cravejado por pregos da crucificação.
Subir
aos céus no mesmo corpo é, pois, uma maneira de dizer que ele não voltou a
morrer e não tem outra sepultura além daquela que é dada como Santo Sepulcro,
em Jerusalém. Esta, então, uma sepultura de mentirinha para turista adorar?
Mas,
ainda nestes questionamentos vou em frente: real ou imaginado, morto ou
ressuscitado, concebido por inseminação praticada por um Arcanjo ou filho
biológico de José e Maria, subido aos céus ou descido para qualquer sepultura
em qualquer lugar do planeta, esse Jesus, que obviamente não nasceu em 25 de
dezembro, É UM GÊNIO.
Esteve
entre nós, ao que se ensina, poucos meses, falava palavras simplesmente
dirigidas a pessoas comuns, analfabetas ou quase, não escreveu uma frase, seus “biógrafos”
são redundantes, e mesmo assim o Judaísmo, o Islamismo, o Catolicismo e o Protestantismo
o respeitam como ALGUÉM que tinha o que dizer ao Mundo. Fez o calendário
universal voltar-se para Ele marcando o ano de seu nascimento como o Marco Zero
de uma nova civilização. Erraram na conta, mas mesmo assim é assim.
Apesar
disso, apesar de divergências entre as religiões que O Têm como um Messias, são
corporações religiosas que atravessam séculos, estimularam guerras e
perseguições, juntaram bilhões de adeptos. Líderes dessas comunidades
religiosas continuam a pregar em seu nome, continuam a matar a favor e contra,
e prosseguem.
Mas,
o mais importante é que muita gente ante a proximidade do Natal Cristão se
torna mais sensível, mais amorosa, mais solidária, mais pacífica.
Como
explicar isso?
A
gnose continua buscando estas respostas.
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