O conhecimento inspirado por Deus
O conhecimento muito antigo era
religioso apesar de desconhecer-se este termo com o conceito que passou a ter quando
nos deram esta palavra como caminho de retorno a Deus após a expulsão do Éden e
depois da crucificação de Jesus.
O ser humano primitivo sentia-se mais
um entre todos os demais componentes da natureza e é isso que determinava (para
muitos humanos ainda determina) a simbiose, a ecologia profunda, só conhecida
novamente há menos de meio século. Ser um só com o todo é o mais alto nível de
conexão. Assim ninguém entre todos os viventes pode sentir-se melhor e nem pode
dominar os demais e também não precisa ser religado (tomando-se o termo
religião como religare) porque não se desligou, não se perdeu do todo (ou de
Deus).
Ainda que os curadores antigos
chamassem “perdeu a alma” para os doentes de suas tabas, a perda não representava
uma ruptura e sim apenas uma mente confusa a procura do caminho abandonado.
O conhecimento antigo era a primitiva
gnose integral, pois continha tudo o que havia para conhecer sem
compartimentar. Mais tarde, o conhecimento segmentou-se, parte dele no
setor econômico destinado inicialmente à produção de alimentos, pois servia aos
cultivos agrícolas e pecuários; parte dele no setor militar para atender aos
desejos de dominação a serviço dos poderosos governantes; parte, então, no setor
religioso (no âmbito das instituições de fé) para servir às nascentes ordens de
segmentação para promover a religação que elas mesmas inventaram enquanto
competiam umas e outras se declarando como as únicas verdadeiras.
Mas, não parou aí. O conhecimento
prosseguiu segmentado e os conhecedores passaram a conhecer quase tudo de quase
nada e quase nada de quase tudo.
Note-se que a Gnose, a divina gnose,
resistiu, não entrou para os severos currículos universitários justamente
porque não deseja segmentar-se. Segmentados os conhecedores, muitos de nós,
divididos em mais de 2.000 seitas e religiões, possivelmente nenhuma delas
caminhando para Deus. Sem contaminar-se no emaranhado teórico, que serve muito
mais para engessar o conhecimento, a Gnose se proclama o “conhecimento que não
se encontra nos bancos escolares humanos” pela simples razão de que não quer
ser um conhecimento parcial, quer ser um conhecimento a serviço da consciência
humana, aquela que sobreviverá ao corpo.
Estávamos num caminho ascendente ao
tempo de Pitágoras, Sócrates, Platão, Jesus e a participação dos gnósticos de
Alexandria – a cidade que endeusou Alexandre o Grande, mas foi pelas ordens
deste Grande que o conhecimento foi interrompido. Seus seguidores, sucessores e
adversários nada mudaram e a Grande Noite Ignorante dominou a humanidade
(principalmente ocidental) por longos 20 séculos. Tivemos guerras religiosas,
cruzadas, inquisição, tudo no caminho da morte entre seres humanos e pela
simples disputa do poder e prevalência da verdade hipócrita.
Ainda não estamos de volta ao
CONHECIMENTO DIVINO. Este espaço quer contribuir para isso.
Se o leitor desejar caminhar para
Deus sem se filiar a nenhuma ordem institucional, um dos caminhos pode ser
este.
Visite-nos. Salve nosso endereço
entre seus sites favoritos. Sua alma talvez agradeça.
Salve!
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