quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Divina Gnose


O conhecimento inspirado por Deus

O conhecimento muito antigo era religioso apesar de desconhecer-se este termo com o conceito que passou a ter quando nos deram esta palavra como caminho de retorno a Deus após a expulsão do Éden e depois da crucificação de Jesus.

O ser humano primitivo sentia-se mais um entre todos os demais componentes da natureza e é isso que determinava (para muitos humanos ainda determina) a simbiose, a ecologia profunda, só conhecida novamente há menos de meio século. Ser um só com o todo é o mais alto nível de conexão. Assim ninguém entre todos os viventes pode sentir-se melhor e nem pode dominar os demais e também não precisa ser religado (tomando-se o termo religião como religare) porque não se desligou, não se perdeu do todo (ou de Deus).

Ainda que os curadores antigos chamassem “perdeu a alma” para os doentes de suas tabas, a perda não representava uma ruptura e sim apenas uma mente confusa a procura do caminho abandonado.

O conhecimento antigo era a primitiva gnose integral, pois continha tudo o que havia para conhecer sem compartimentar. Mais tarde, o conhecimento segmentou-se, parte dele no setor econômico destinado inicialmente à produção de alimentos, pois servia aos cultivos agrícolas e pecuários; parte dele no setor militar para atender aos desejos de dominação a serviço dos poderosos governantes; parte, então, no setor religioso (no âmbito das instituições de fé) para servir às nascentes ordens de segmentação para promover a religação que elas mesmas inventaram enquanto competiam umas e outras se declarando como as únicas verdadeiras.

Mas, não parou aí. O conhecimento prosseguiu segmentado e os conhecedores passaram a conhecer quase tudo de quase nada e quase nada de quase tudo.

Note-se que a Gnose, a divina gnose, resistiu, não entrou para os severos currículos universitários justamente porque não deseja segmentar-se. Segmentados os conhecedores, muitos de nós, divididos em mais de 2.000 seitas e religiões, possivelmente nenhuma delas caminhando para Deus. Sem contaminar-se no emaranhado teórico, que serve muito mais para engessar o conhecimento, a Gnose se proclama o “conhecimento que não se encontra nos bancos escolares humanos” pela simples razão de que não quer ser um conhecimento parcial, quer ser um conhecimento a serviço da consciência humana, aquela que sobreviverá ao corpo.

Estávamos num caminho ascendente ao tempo de Pitágoras, Sócrates, Platão, Jesus e a participação dos gnósticos de Alexandria – a cidade que endeusou Alexandre o Grande, mas foi pelas ordens deste Grande que o conhecimento foi interrompido. Seus seguidores, sucessores e adversários nada mudaram e a Grande Noite Ignorante dominou a humanidade (principalmente ocidental) por longos 20 séculos. Tivemos guerras religiosas, cruzadas, inquisição, tudo no caminho da morte entre seres humanos e pela simples disputa do poder e prevalência da verdade hipócrita.

Ainda não estamos de volta ao CONHECIMENTO DIVINO. Este espaço quer contribuir para isso.

Se o leitor desejar caminhar para Deus sem se filiar a nenhuma ordem institucional, um dos caminhos pode ser este.

Visite-nos. Salve nosso endereço entre seus sites favoritos. Sua alma talvez agradeça.

Salve!  

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