Pensamento, Verdade e Ação
Aprendemos com os melhores conselheiros que o pensamento é a maior dádiva ao homem. A sua efetiva liberdade está em pensar. Pelo pensar, o homem se diferencia de toda a natureza mineral, vegetal e animal, o que lhe dá, ignorantemente, o direito a torturar os seres que sustentam a vida, incluindo-se nisso o seu próprio corpo. Admitido isso como uma assertiva, forçoso é reconhecer que sem o pensamento o homem seria mais um dos muitos animais ditos irracionais, porém colaborativo. E veja a ironia: o irracional é aliado da natureza; o racional se volta contra até mesmo a sua própria natureza.
Axiomas consolidados: penso, logo existo; sei que existo, logo tenho consciência. Será? O que seria a Consciência? Estamos preparando uma série específica sobre a consciência, mas por enquanto, precisamos tratar da Verdade. Enquanto não se conheça a verdade não teremos consciência dela.
Aqui, naquilo que se aborda, a consciência aparece diminuída. Ela integra uma batalha interminável entre os estudiosos das ciências da mente e ainda estamos muito longe de conclusões. Mas, os mais ousados pesquisadores têm mandado dizer: ali naquilo que chamamos corretamente de “consciência”, está o conhecimento humano de muito longo prazo, a co-ciência das leis universais. Graças a isso, a humanidade não regride em seus níveis de consciência. A consciência não encolhe. É como o tempo: não volta para trás. E por que, então, ela tem tanta dificuldade de se fazer maior?
Na verdade, evoluímos muito. Saímos da arena onde leões engoliam pessoas e viemos parar nos estádios onde atletas correm atrás de uma bola. Fizemos isso em menos de 2 mil anos. Já existem videogames que substituem os atletas por bonequinhos virtuais. Mas, ainda praticamos o latrocínio, o seqüestro, o estupro, o suicídio... Ainda envenenamos o ar que respiramos, a água que nos abastece, o alimento que penetra nosso corpo. Onde está nosso desvio?
Veja: o tamanho da massa cefálica, em tese, não diminui, pressupondo a existência de instrumental de reserva para usar. O volume de conhecimentos, hoje, é o dobro em relação há 30 anos atrás e será outra vez o dobro antes de 2016.
Note que não há contradição com o que já sabemos sobre a Consciência. Aqui está sendo falado daquilo que nela cabe. Um instrumento indispensável de expansão da consciência é o cérebro. É como se andássemos à noite e pudéssemos ir duplicando os watts da lâmpada que ilumina o nosso caminho. Melhor dizendo, a capacidade da lanterna é para uma lâmpada de x watts e nós instalamos lâmpada com um décimo dessa capacidade iluminativa.
Segundo o tamanho do conhecimento útil é o tamanho da ciência. Já se disse, certo ou não, que o homem utiliza menos de 10% do seu cérebro e quando se diz isso, na verdade, se está informando que o hardware à nossa disposição é dez vezes maior do que o que dele exigimos atualmente. Está faltando software ou conteúdo para seu maior e melhor aproveitamento. Logo, o homem age como age é porque pensa como pensa. Dedução: a menor velocidade da expansão da consciência humana não é motivada pela falta de ferramenta biológica e sim pela falta de desejo, pelo limitado desejo, pelos descaminhos, pela perda de tempo em abstrações inócuas, pela ignorância, pelas falsas verdades.
O pensamento, usina criadora humana é subutilizado, desvirtuado, não incentivado, subnutrido.
Nas postagens posteriores queremos aprofundar esta questão.
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