sábado, 3 de novembro de 2012

A bem da Verdade (III)


Engenheiro, Verdade e Obra

Tal obra, tal projeto. Nisso não há divergência: se na sua execução o projeto não for contrariado a obra sairá tal como o projeto. O produto é efeito da causa. O homem é causa de seu “inventor”. Se o efeito é inteligente, o inventor é mais ainda. Se a Natureza possui suas leis, um legislador existe. E conhece muito mais que qualquer outro ser. O ser humano é capaz de destruir a folha de uma árvore e totalmente incapaz de reconstruí-la. O inventor da folha é um cientista. O destruidor da folha nem aprendiz de cientista é. O inventor da folha detém a Ciência. E o Homem, na expectativa de que seja o mais refinado resultado dessas invenções, parece ser detentor de parte da ciência de seu “inventor”. E tem demonstrado interesse em buscar expandir esse conhecimento, ainda que timidamente. Como é certo que biologicamente temos excelentes razões para aceitar que a evolução é verdade e anda, deve ser também verdade que há uma evolução em curso no que diz respeito à expansão da ciência humana, espiritual, co-ciência da Ciência Universal, ainda que menos veloz. Mas, quem somos nós para afirmar que é lento ou rápido se não conhecemos a verdade que está por trás da vida?

O Inventor planejou toda sua Obra com um curso evolutivo. Ela vem depurando-se e demonstra que ainda depuração a caminho. Ela vem curando-se continuamente, caminhando do rudimentar para o polido. Basta compreender o que foi o período jurássico e o que ocorreu depois para compreender que a caminhada vem a passos largos.

Se pudéssemos comparar a Obra do Inventor com o que acontece com a vinificação, entenderíamos facilmente que tudo começa rudimentarmente no âmago mineral de onde, através de uma semente brotou uma árvore com suas raízes cravadas no solo. O vegetal (a parreira) retira do solo os nutrientes que circulam pelo seu organismo obedecendo a um projeto biológico aparentemente sem falhas. Esses compostos biológicos transmutam, evoluem pelo caule, pelas folhas, tornam-se flores, mais tarde frutos, transmutam novamente, e chegam ao líquido (sumo), aí já com a participação do homem e, pela técnica de vinificação, vão adquirir propriedades orgânicas e químicas que novamente transmutam e, através da cura evolutiva do líquido irá se transformar em vinho. Esse raciocínio irá adiante, mas ainda não é o instante para isso. Há mais em que falar antes disso. Continue conosco na próxima postagem.

Por ora, cabe cinzelar que a Ciência do Inventor redunda numa Obra Evolutiva Ampla. As Leis Naturais, rígidas leis, não transigem. A verdade dos fatos demonstra isso. E nós iremos adiante atrás de mais luzes.

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